Escola da região investiga agressão contra criança autista; professora não foi afastada

A mãe da criança alega que professora agrediu sua filha no refeitório da Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire; Autarquia de Educação está apurando os fatos.

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    Uma mãe denunciou à Polícia Civil de Apucarana que sua filha, uma criança autista de 7 anos, foi agredida por uma professora na Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire. A acusação surgiu após informações de outra mãe sobre o ocorrido, conforme relato publicado pelo TN Online.

    De acordo com a denúncia de Danielle Santos, no dia 27 de fevereiro de 2025, a professora teria esfregado o rosto da filha de Danielle no chá que ela derrubou. Além disso, a docente teria puxado o cabelo da criança e xingado-a, chamando-a de “chata e feia, sem educação”. A criança também apresentava marcas no corpo, incluindo uma mordida no braço, que possivelmente foi causada por outra criança, além de alguns arranhões.

    Durante uma reunião na escola, Danielle foi informada de que sua filha demonstrou comportamento agressivo, mas não recebeu detalhes sobre os episódios. A mãe, preocupada com a situação, contou ao TN Online que sua filha não queria mais ir para a escola. Ela começou a receber acompanhamento psicológico na Associação de Pais e Amigos dos Autistas Apucaranenses (AMAA).

    Em relação à professora, a mãe afirmou que, apesar de a escola ter tomado algumas providências, a docente segue na instituição, mas não leciona para sua filha. Danielle expressou seu receio sobre a segurança de sua filha e das outras crianças. “Com essa professora ainda na escola, não existe segurança nenhuma para mim”, afirmou.

    A Autarquia Municipal de Educação de Apucarana, por meio de uma nota, informou que está acompanhando o caso de perto e que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas. A autarquia ressaltou que colheu depoimentos da professora e da equipe escolar e que a mãe da criança foi convidada para ser ouvida pelo setor de apoio psicopedagógico. Além disso, uma vaga de atendimento psicológico foi disponibilizada para a criança, que já iniciou o acompanhamento.

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    Foto por Lis Kato

    A professora foi afastada da turma da criança como medida preventiva. A estudante também está recebendo apoio de um professor desde o início do ano letivo.

    A sindicância continua em andamento, e as autoridades competentes estão investigando o caso.

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