“Poder Público não pode se comportar como se estivesse prestando um favor às pessoas”, diz Homero Marchese

Por: - 24 de setembro de 2020
Homero Marchese é candidato a prefeito pelo Partido Republicano da Ordem Social (Pros) / Orlando Kissner / Alep

Homero Marchese, 37, é candidato a prefeito pelo Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Formado em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marchese foi servidor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR). Em 2016, foi eleito o vereador mais votado da história de Maringá com 6.573 votos, e em 2018, foi eleito deputado estadual com 42.154 votos.

O candidato a vice-prefeito é o coronel Marco Fahur (PSC). Além do PSC, a candidatura recebeu apoio do Republicanos e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Se eleito, Marchese afirma que a prioridade do mandato será melhorar a gestão. “O Poder Público não pode se comportar como se estivesse prestando um favor às pessoas, trata-se de um trabalho, uma prestação de serviços”, diz.

Na opinião dele, a compra de vagas em creches particulares se tornou imprescindível. Sobre a gestão atual, Homero Marchese afirma que é “boa nas redes sociais, mas muito ruim de serviço”.

Por que o senhor merece ser eleito prefeito de Maringá?

A população decidirá se mereço. Estamos oferecendo nosso grupo como opção, por entender que é preciso administrar Maringá de forma diferente. Oferecemos trabalho sério e honesto, agilidade, independência e a certeza de que é preciso voltar as prioridades da prefeitura para o que importa mais: cuidar da saúde das pessoas e a educação das crianças, manter uma cidade limpa e em ordem e liderar esforços, em conjunto com a iniciativa privada, para criar oportunidades de emprego e renda em um tempo que promete ser difícil.

Se eleito, qual a prioridade do seu mandato?

A linha mestra que perpassará toda a atuação será melhorar a gestão. O Poder Público não pode se comportar como se estivesse prestando um favor às pessoas, trata-se de um trabalho, uma prestação de serviços. As pessoas precisam se sentir respeitadas quando apresentam uma demanda ao Poder Público, desde as mais simples, como asfaltamento de uma via, corte de grama ou poda de árvore, até as mais complexas, que costumam envolver a saúde.

Queremos tornar a administração mais transparente, simples e rápida. Estamos na era da internet, da velocidade, precisamos acompanhar essa tendência. Queremos cuidar muito da zeladoria urbana, tenho paixão pela educação e acho que o momento exigirá foco no desenvolvimento econômico, mas a prioridade sempre tem que ser a saúde. Chega a ser humilhante a demora no atendimento e na marcação de consultas, cirurgias e procedimentos testemunhada por muitos maringaenses.

Como avalia a gestão de Ulisses Maia (PSD)?

Boa de redes sociais, mas muito ruim de serviço. A cidade regrediu nos últimos 4 anos a partir de uma gestão personalista, que investiu em gastos cosméticos, endividou-se e deixou de priorizar o mais importante. Vemos uma cidade com péssima zeladoria urbana, que atende mal as demandas de seus cidadãos e que tem claras dificuldades de gestão.

Notamos que a cidade perdeu protagonismo no Estado. Sem contar os diversos processos em trâmite no Poder Judiciário e no Tribunal de Contas discutindo a legalidade de atos que expuseram o patrimônio público.

Concorda com a compra de vagas em creches particulares?

O ideal é que a própria rede pública atendesse a demanda e prestasse o serviço com uniformidade (até mesmo porque o Poder Público é obrigado a gastar um percentual significativo de seu orçamento com a educação), mas a compra de vagas é uma realidade dentro e fora do Brasil e, a essa altura do campeonato, tornou-se imprescindível.

A fila de creches cresceu nos últimos 4 anos, e não podemos deixar pais e crianças desamparadas. Se a compra de vagas for bem regulada, pode ser uma iniciativa interessante.

Concorda com os investimentos feitos em praças?

Acho que o lazer é importante, acho que a beleza importa (e por isso critico o cenário de abandono de nossas ruas e canteiros, com asfalto ruim e muito lixo e mato), mas governar é priorizar, e a Prefeitura de Maringá claramente prioriza mal. As obras em praças foram simples e caras e feitas mais como um símbolo de que algo foi feito pela gestão do que outra coisa qualquer. Pagaremos com juros por anos a fio os recursos investidos.

Qual a principal obra de mobilidade que propõe para Maringá no período de 2021 a 2024?

Nosso plano de governo apresentará mais de uma dezena de obras que precisam ser feitas ou concluídas, tenham ela investimento municipal, estadual ou federal. No campo da mobilidade, temos avenidas e ruas para concluir e reorientar, precisamos sincronizar semáforos, entre outras ações.

É imprescindível tirar do papel as segundas pernas dos viadutos sobre o Contorno Norte, situação que a atual administração não resolveu e que continua punindo a população na forma de acidentes, inclusive fatais, e engarrafamentos.

Uma obra grande que pode ajudar muito Maringá será o novo contorno sul metropolitano. O trânsito no acesso à cidade por Sarandi já é muito preocupante. Outra importante obra de mobilidade é a execução do viaduto do Shopping Catuaí, no outro lado de Maringá.

Pretende continuar a investir no Eixo Monumental?

Sim, acredito que o projeto revitalizará todo o centro, com um benefício potencial grande para uma grande área, e fará bem para a cidade.

Acha possível ter um VLT na Avenida Brasil?

É algo a se estudar, certamente. Eventuais dificuldades envolveriam o equilíbrio no custo de operação. Lembro que a atual administração disse que tiraria o projeto do papel, houve visitas inclusive ao Rio de Janeiro, mas a iniciativa não andou mais que isso.

Qual mensagem deixaria aos eleitores neste início de campanha eleitoral?

Somos fruto de uma geração que decidiu arregaçar as mangas para ajudar o Brasil a dar certo e, por extensão, melhorar nosso estado e nossa cidade. Sentimo-nos preparados para a missão de liderar uma cidade em um tempo tão difícil e estamos com muita disposição para trabalhar.

Tenho certeza que a própria campanha será uma oportunidade de ouro para os maringaenses pararem e refletirem sobre o que querem para a sua cidade no futuro. Nós faremos a nossa parte nesse processo democrático, com muita alegria, garra e amor. Esperamos que isso contagie as pessoas.

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