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A Prefeitura de Maringá finalizou a elaboração e enviou para a Câmara Municipal um projeto de lei que pede autorização para a realização de uma nova operação de crédito, no valor de R$ 500 milhões, com instituições financeiras privadas. O texto deu entrada no legislativo na última sexta-feira (27) e aguarda análise das Comissões Permanentes.
A operação da qual o texto se refere é a mesma que a Secretaria Municipal da Fazenda (SeFaz) detalhou para bancos em dezembro de 2025, durante o “Maringá Day”. Na ocasião, a Prefeitura apresentou um plano para que as instituições “comprem” dívidas do município consideradas de curto prazo e, posteriormente, ofereçam ao poder público condições mais vantajosas de pagamentos.
Na Mensagem de Lei entregue aos vereadores, o Executivo coloca o Bradesco como líder da operação, aliados aos bancos Itaú e Santander. Conforme o documento, a operação de crédito, que pode chegar a R$ 500 milhões (não necessariamente será contratado o valor total) servirá para o município liquidar cerca de R$ 370 milhões em quatro contratos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), modalidade de financiamento da Caixa Econômica para obras públicas, além de cerca de R$ 130 milhões em dívidas com a União.
Segundo o projeto de lei, o novo financiamento, se contratado, terá prazo de até 15 anos para quitação, com taxas de CDI + 1,1% ao ano, condição considerada pela Prefeitura mais favorável do que os contratos atualmente vigentes. Ainda na Mensagem entregue aos vereadores, o Executivo afirma que tais condições poderiam gerar um alívio financeiro de até R$ 96 milhões aos cofres do município até 2032.
Em dezembro de 2025, durante o Maringá Day, o secretário de Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, já estimava uma economia de até R$ 100 milhões com a operação.
“Nós estamos trocando o saldo da dívida, que é muito maior. Essa operação é muito maior do que a do Banco do Brasil e deve nos trazer de benefício, a gente não sabe, porque a gente não sabe quem vai ganhar, mas a gente estabeleceu qual o parâmetro máximo, entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões até o fim do mandato. É uma dívida histórica, todos os municípios têm, ela está cara. Então, o nosso fato é assim, nós temos que corrigir isso”, descreveu o secretário ao Maringá Post.
Ainda conforme o secretário de Fazenda, a operação de crédito é uma das formas da Prefeitura “desafogar” o caixa e usar os recursos próprios para investir na cidade.
“Todo esse mecanismo que nós começamos a pensar em janeiro é como é que a gente mitiga os riscos que vão vir com a reforma tributária. Um deles é reduzir o custo da dívida para investir numa nova matriz econômica. Se a gente não tem recurso, como eu reportei para vocês logo na posse, para fazer o investimento e eu não quero ter mais dívida, eu preciso usar o dinheiro que eu tenho em casa. Então é uma racionalização dessa estrutura financeira para dar fôlego para o município investir”, explicou.








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