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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta quarta-feira (1º) contra a ofensiva militar de Estados Unidos e Israel em território iraniano.
Em entrevista, o presidente classificou o conflito, que já dura um mês, como “desnecessário” e rebateu as justificativas das potências ocidentais para o início das hostilidades.
Lula afirmou que a alegação de que o Irã desenvolve armas nucleares — principal argumento utilizado para os ataques — é uma “mentira”. O presidente relembrou sua tentativa de mediação em 2010, durante seu segundo mandato, quando costurou um acordo de enriquecimento de urânio para fins pacíficos que acabou rejeitado pelo então governo Obama.
“Se tem uma divergência política entre Israel, Estados Unidos e Irã, não precisava terminar em guerra. Eles achavam que tinham acabado a guerra porque mataram o Khamenei. Não acabaram”, declarou o presidente, destacando a resistência da nação persa e sua cultura milenar.
O conflito já gera impactos globais severos, como o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, causando uma alta de 50% no preço do barril.
Ofensiva contra a alta do Diesel
Ainda durante entrevista, Lula demonstrou forte preocupação com o reflexo da guerra no bolso dos brasileiros, especialmente no preço do óleo diesel.
O presidente anunciou uma fiscalização rigorosa, envolvendo a Polícia Federal e Procons, para coibir aumentos abusivos nos postos.
“Minha ordem é para estrada, posto de gasolina. Vamos ter que colocar alguém na cadeia”, afirmou, criticando a falta de repasse das quedas de preço da Petrobras ao consumidor final.
O presidente lamentou a venda da BR Distribuidora, ocorrida na gestão anterior, afirmando que a ausência de uma rede própria dificulta o controle dos preços na bomba.
Para conter a crise, o governo federal deve publicar ainda esta semana uma Medida Provisória (MP) criando um subsídio para o diesel importado.
Os principais pontos da proposta são:
- Desconto: R$ 1,20 por litro de diesel importado.
- Investimento: R$ 3 bilhões previstos para os próximos dois meses.
- Divisão de custos: O montante será dividido igualmente entre a União e os governos estaduais.
- Adesão: Segundo o Ministério da Fazenda, 80% dos estados já sinalizaram apoio à medida para evitar o desabastecimento e a inflação de alimentos.








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