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A Câmara de Maringá aprovou, na sessão desta terça-feira (24), um requerimento que questiona a Prefeitura sobre os valores gastos com o Carnaval 2026, promovido pelo Executivo no Parque de Exposições de Maringá. O pedido de informações é da vereadora Giselli Bianchini (PP).
No documento, a parlamentar solicita que a Prefeitura de Maringá apresente planilhas com os gastos detalhados com a festividade. Entre os itens solicitados, a vereadora quer saber os valores empenhados em contratações de artistas, aluguel de estruturas de som e iluminação, apoio logístico, segurança privada, limpeza e publicidade institucional do evento.
No requerimento, Bianchini cita que as informações solicitadas são de “extrema relevância para o Poder Legislativo, tendo em vista a necessidade de assegurar a transparência na aplicação dos recursos públicos”. O Executivo tem 15 dias para responder aos questionamentos da parlamentar.
Giselli é a mesma vereadora que, em fevereiro, propôs um projeto de lei que visa proibir a utilização de recursos públicos municipais em festividades de carnaval na cidade. A solicitação de projeto, que é a fase onde o vereador indica o objetivo da proposição, determina o veto ao uso de dinheiro público em Maringá para “Toda e qualquer outra modalidade de investimento” no Carnaval. O texto cita, nominalmente, tópicos como contratações de shows, artistas, bloquinhos, montagem de estruturas de palco, segurança privada e patrocínios pontuais do poder público a projetos privados.
O projeto de lei não visa proibir a realização da festividade, desde que custeada 100% com recursos particulares. O projeto em questão ainda não passou pelo setor de redação e nem pelas Comissões, não tendo data para ser votado em plenário.
Quase R$ 600 mil gastos no Carnaval, segundo o Portal da Transparência
O Maringá Post consultou o Portal da Transparência da Prefeitura para levantar as informações solicitadas pela vereadora. Ao todo, foram aproximadamente R$ 584 mil gastos com o Carnaval 2026, valor este dividido em dez processos licitatórios.
Os maiores gastos ali listados foram com cachês de artistas: Bonde do Forró (R$ 235 mil), MC Jacaré (R$ 100 mil) e Edy Lemond (R$ 55 mil) receberam os maiores pagamentos. A festividade demandou ainda R$ 56 mil em pagamentos para brigadistas e socorristas, R$ 48 mil em serviços de segurança privada e quase R$ 8 mil na compra de leques. Os dados são públicos e podem ser consultados neste link.








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