CCJ dá parecer favorável a projeto que impede Prefeitura de Maringá de chamar de “gratuitos” eventos bancados com dinheiro público

Projeto de autoria do vereador Flávio Mantovani (PSD), em tramitação desde maio de 2025, foi analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana. Texto quer impedir município de usar os termos “grátis”, “gratuito” e similares em materiais promocionais de shows custeados com recursos públicos.

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    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Maringá deu parecer favorável a um projeto de lei que quer impedir a Prefeitura de chamar de “gratuitos” eventos bancados com dinheiro público. O texto, de autoria do vereador Flávio Mantovani (PSD), foi analisado nesta semana e agora será encaminhado para as demais comissões.

    Em tramitação desde maio de 2025, a lei visa impedir que eventos públicos, como shows promovidos pela Prefeitura, sejam divulgados em materiais institucionais como se fossem gratuitos. O primeiro artigo do projeto, inclusive, determina a proibição dos termos “grátis”, “gratuito” ou similares nos materiais de divulgação.

    O projeto também institui que, nos materiais de divulgação, o poder público coloque, de maneira legível, a seguinte frase: “Este evento/serviço é financiado com recursos públicos provenientes dos impostos pagos pela população de Maringá”.

    Em entrevista ao Maringá Post em 2025, quando o projeto foi protocolado, Mantovani explicou que o objetivo é romper com uma cultura de que, no Brasil, há serviços gratuitos para a população.

    “Não é só na questão do evento, essa lei fala especificamente de eventos, mas a gente tem que tratar essa questão de uma maneira mais global, vou te dar um exemplo aqui: Tem muita gente que tem dinheiro e utiliza o SUS, por exemplo, porque tem na sua cabeça que o SUS é de graça. Tem muita gente, por exemplo, que marca a consulta no SUS, a gente tem dados que me parece que quase 25% das consultas que são marcadas são canceladas, porque as pessoas marcam e não vão. Por quê? Porque elas têm na cabeça que isso é de graça. Então a gente tem que começar a mudar essa maneira de pensar das pessoas, não só na questão do evento, que é essa lei em específico, que é um primeiro passo que eu acredito que é importante, mas em todas as outras ações que o Poder Público faz com a população e que as pessoas entendam que aquilo não é de graça. Então são eventos pagos pelo Poder Público com recurso público, ou seja, a população está pagando”, disse na época.

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