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Um requerimento aprovado pela Câmara de Maringá na sessão dessa quinta-feira (5) questiona a Prefeitura sobre a periodicidade na qual os agentes da Guarda Municipal são submetidos a exames psicológicos. O pedido de informações é de autoria do vereador Jeremias (PL).
No documento, o vereador pergunta ao Executivo se os agentes da força de segurança são submetidos a exames, além dos previstos no processo de admissão e a cada quanto tempo eles ocorrem. Outros questionamentos presentes no requerimento Nº 39/2026 são:
- quais profissionais ou instituições são responsáveis pela realização dos testes;
- quais parâmetros técnicos, protocolos ou normativas são utilizados para aferição da aptidão psicológica dos agentes, especialmente no que se refere ao exercício de funções armadas;
O pedido de informações também questiona sobre a realização de exames toxicológicos e se há guardas afastados das funções por possíveis reprovações nos exames. Ao Maringá Post, Jeremias (PL) citou o caso de feminicídio envolvendo um agente da Guarda, em dezembro de 2025, e afirmou que a cobrança de informações trata-se de uma forma de prevenção.
“A gente percebe que a Guarda merece o meu louvor pelas atitudes e os serviços que vem prestando. Porém, como vocês lembram do caso gravíssimo ocorrido de uma pessoa da guarda municipal que aconteceu aquele absurdo, que a cidade inteira sabe. Então, eu acho que é muito justo, e é justo para a própria Guarda e para a população, periodicamente passarmos por um teste psicológico, ver o estado de saúde, se a pessoa não está bem, ela é afastada para fazer os tratamentos e retornar ao trabalho mais preparada”, disse.
O vereador afirmou não haver necessidade de propor um projeto de lei fixando as avaliações, mas não descartou a medida. “Dependendo da reação do Executivo para conosco, não será necessário. Eu acredito que não vai ter necessidade, pois o Executivo vai acatar muito bem a ideia, mas se dizerem corpo mole, nós vamos transformar em lei”, resumiu.
A Prefeitura de Maringá tem 15 dias para responder ao requerimento do vereador. Ao Maringá Post, o Executivo informou que as avaliações psicológicas são realizadas a cada dois anos, por um profissional credenciado pela Polícia Federal. Sobre afastamentos, o município disse, por meio de nota, que atualmente “há um único agente afastado por reprovação no teste psicológico, o que resultou, conforme o decreto nº 1.588/21, na retirada imediata da arma, suspensão do porte e no recolhimento do servidor para atividades internas, sem atuação operacional nas ruas”.









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