Secretário de Esportes atribui encerramento de programa a gestão anterior, e ex-prefeito rebate: “Não seja mentiroso”

Discussão entre o secretário de Esportes de Maringá, Paulo Biazon e o ex-prefeito da Cidade Canção, Ulisses Maia, ocorreu em comentários de uma rede social. Encerramento do programa “TEA em Ação” foi estopim para atrito.

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    O atual secretário de Esportes de Maringá, Paulo Biazon e o ex-prefeito da Cidade Canção, Ulisses Maia (PSD), protagonizaram uma discussão em comentários de uma publicação no Instagram nesta sexta-feira (26). Tudo começou após o secretário, que também é vereador licenciado, ter atribuído a administração anterior o encerramento de um programa que atendia crianças autistas.

    A fala incomodou o ex-chefe do Executivo e agora secretário de Estado do Planejamento. Ulisses chegou a chamar Biazon de “mentiroso” e afirmou que “quem não tem competência, arruma desculpa”.

    Entenda o caso

    A situação ocorreu no perfil do próprio Paulo Biazon. Em uma publicação onde o secretário falava sobre o apoio da Secretaria de Esportes e Lazer aos Jogos 60+, organizados pelo Governo do Estado, um perfil cobrou o responsável pela pasta sobre o suposto encerramento do programa “TEA em Ação”, voltado para crianças autistas.

    “Digníssimo Secretário, precisamos dar respostas às mães das crianças TEA! O Projeto TEA Ação mal tinha iniciado, porque foi extinto? Nós mães @tea_maringa precisamos de esportes inclusivos as crianças e adolescentes TEA! Nós Instituto TEA Maringá estamos a disposição para contribuir com a implantação de esportes aos Indivíduos TEA!”, escreveu nos comentários.

    Biazon respondeu ao perfil, afirmando que o programa teria sido encerrado por conta de falta de orçamento, ação que ele atribuiu a administração passada. “porque o gov anterior quis (encerrar o programa). Estamos trabalhando com o orçamento do ano passado que não foi nosso. Não temos recursos agora […] estamos trabalhando com o orçamento deixado pela antiga gestão”, respondeu o secretário de Esportes.

    Os comentários foram feito na quarta-feira (24). A resposta do ex-prefeito, no entanto, veio nesta sexta (26).

    “Não seja mentiroso! Assuma sua responsabilidade como secretário da pasta. Deixamos superávit nas contas da Prefeitura. Inclusive saiu uma nota Capag A+ que vocês comemoraram esses dias, com dados referentes a 2024, resultado da nossa gestão. Vocês escolheram terminar com o TEA em Ação, com o Brincar na Rua, com o Esporte para Todos, entre tantos outros projetos. Chega de mentiras, de dizerem que tudo de ruim é culpa da gestão anterior. Não cola mais! Vocês estão na gestão há 9 meses, sem contar os 3 meses de transição. Quem não tem competência, arruma desculpa, inventa mentiras”, rebateu Ulisses Maia.

    Ulisses Maia responde a comentário em publicação do secretário de Esportes, Paulo Biazon | Foto: Reprodução/Instagram

    Procurada pela reportagem, a assessoria do ex-prefeito Ulisses Maia confirmou que ele próprio foi quem fez a publicação do comentário. O secretário de Planejamento também lamentou a declaração do secretário municipal, na qual classificou como “leviana” e “falsa”. Leia a nota de Ulisses Maia na íntegra:

    “O secretário do Planejamento do Paraná e ex-prefeito de Maringá, Ulisses Maia, por meio da assessoria de imprensa, desmente a declaração leviana do atual secretário municipal de Esporte e Lazer de Maringá, Paulo Biazon, que atribuiu o fim do Programa TEA em Ação à falta de recursos deixados pela gestão anterior. A fala é comprovadamente falsa. O projeto, vital para jovens autistas, tinha custo anual irrisório de R$ 40 mil e era mantido com parceria de uma instituição de ensino superior da cidade e por uma equipe de servidores já treinada. A saúde financeira do município, celebrada pela atual gestão com a nota Capag A+, com dados de 2024, demonstra plena capacidade de manter o TEA em Ação e outros projetos cancelados, como o Esporte para Todos. O cancelamento é uma lamentável decisão política e não uma questão de inviabilidade orçamentária”.

    O Maringá Post também procurou a Prefeitura de Maringá, que afirmou que não irá se manifestar sobre o ocorrido.

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