“Acredito que não houve tentativa de golpe”, afirma Sargento Fahur sobre urgência para o PL da Anistia

Deputado maringaense foi um dos 311 parlamentares favoráveis a aceleração da tramitação do texto que visa conceder perdão aos acusados de participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Fahur afirma que as penas aplicadas pelo judiciário foram “desproporcionais”.

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    O deputado maringaense Sargento Fahur (PSD) se manifestou sobre a votação da tramitação em urgência para o Projeto de Lei (PL) da Anistia. Na noite dessa quarta-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou o texto que dá celeridade ao projeto do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que concede perdão aos acusados de participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

    Fahur se junta aos colegas de Maringá, Ricardo Barros (PP) e Luiz Nishimori (PSD), além de outros 308 parlamentares que foram favoráveis a autorização para que o PL da Anistia possa tramitar sem análise das Comissões da Câmara.

    Em entrevista ao Maringá Post, Sargento Fahur afirmou não acreditar ter ocorrido uma tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Ele também disse que as penas aplicadas pelo poder judiciário, na visão dele, foram “desproporcionais”.

    “Sou favorável a anistia por entender que aconteceram inúmeras falhas na condução do processo. Muitos foram condenados sem a individualização de suas condutas. Teve gente que chegou a noite em Brasília no dia 8 e foi preso dia 9 pela manhã como se tivesse participado dos acontecimentos durante o dia. As penas impostas à essas pessoas são desproporcionais. Um exemplo clássico seria o da Débora, condenada a 14 anos por pichar uma estátua com batom. Acho que merecem ser anistiados para que possamos pacificar o país e principalmente porque acredito que não houve tentativa de golpe, e sim uma revolta de pessoas que apenas queriam um Brasil melhor para nossos filhos e netos e que estavam incomodadas com o fato de um ex-presidiário condenado por corrupção ter assumido o comando do país. Temos que direcionar nossas forças contra os verdadeiros criminosos que matam e traficam drogas a luz do dia e deixar de perseguir pessoas que nunca tiveram histórico de crimes”, afirmou.

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