Vereador cassado por suspeita de rachadinha recorre na Justiça

A cassação do mandato de Dadá foi por unanimidade, mas a defesa alega que faltaram provas e algumas testemunhas não foram ouvidas

Por: - 1 de maio de 2021
Vereador Dadá, de Cianorte, foi investigado por suspeita de rachadinha
Vereador Dadá estava no quarto mandato e foi investigado por possível prática de rachadinha

Depois de o vereador Adailson Carlos Ignácio Ferreira, o Dadá, do Podemos, ter o mandato cassado após a Câmara de Cianorte investigar a suspeita de rachadinha denunciada pelo Ministério Público, o advogado Maurício Gonçalves Ferreira, encarregado pela defesa no processo, informou que está entrando na Justiça com recurso para tentar anular os efeitos da sessão extraordinária em que foi votada a cassação.

O defensor alega falta de provas no relatório da comissão de vereadores que investigou a denúncia contra Dadá, além do fato de várias testemunhas da defesa não terem sido ouvidas no curso da investigação.

Dadá, que estava no quarto mandato na Câmara de Cianorte, teve o mandato cassado na sessão realizada no dia 27 de abril. A sessão demorou nove horas e a votação pela cassação foi por unanimidade. Os vereadores acham que a tentativa do advogado será infrutífera, já que as decisões legislativas nesses casos são soberanas, sempre respeitadas pela Justiça.

 

Flagrante

Adailson Carlos da Costa foi investigado e cassado com base em ação ajuizada pelo Ministério Público depois de uma denúncia anônima sobre possível prática de “rachadinha” em seu gabinete. De acordo com a denúncia, parte do pagamento a assessores do gabinete de Dadá era repassada ao vereador.

A denúncia foi investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que em novembro de 2020 prendeu o vereador e um assessor flagrados no momento em que o assessor repassava parte de seu salário a Dadá.