Justiça aceita pedido de recuperação judicial do Grupo ATDL de Maringá. Dívida passa dos R$ 13,6 milhões

Por: - 13 de novembro de 2019
Grupo ATDL atua no segmento de transporte rodoviário desde 1961 em Maringá / Divulgação ATDL

Com 58 anos de operação em Maringá, o Grupo ATDL está sob recuperação judicial. O pedido foi aceito em outubro pelo juiz de direito da 7ª Vara Cível de Maringá, José Camacho dos Santos. O edital de intimação dos credores foi publicado na terça-feira (5/11). A dívida do grupo passa dos R$ 13,6 milhões. 

A empresa Valor Consultores foi nomeada como administradora judicial. Com o pedido deferido pela Justiça em outubro, o Grupo ATDL deve apresentar o plano de recuperação judicial em 60 dias, sob pena de ter falência decretada. Os credores têm prazo de 15 dias para apresentar ao administrador judicial as habilitações ou divergências sobre os valores das dívidas relacionados no edital.  

O Grupo ATDL é formado pelas empresas ATDL Transportes Rodoviários, de transportes de cargas, Auto Técnica Diesel, de revenda de autopeças e serviços para veículos pesados e KM Serviços, prestadora de serviços para veículos pesados.

O conglomerado de empresas surgiu em 1961, quando os irmãos Motoki Shiraichi e Takeshi Shiraishi começaram uma pequena oficina. Com a expansão dos negócios na década de 80, os irmãos passaram a realizar outras atividades para atender aos clientes. 

No pedido de recuperação judicial, o Grupo ATDL afirma que o baixo giro de estoque e a falta de preparação para se adequar à dinâmica do mercado foram fatores que contribuíram para os problemas financeiros.

Segundo as empresas, o cenário se agravou com a sequência de crises que o país enfrentou, a alta no valor dos combustíveis, pedágio, encargos trabalhistas e a formação de grandes grupos frotistas que criaram equipes internas para aquisição de peças e prestação de serviços próprio. 

O Grupo ATDL diz que o descompasso entre as receitas e despesas vem desde 2015, o que forçou o fechamento de unidades de revenda de pneus. No entanto, segundo as empresas, a greve dos caminheiros em 2018 foi o “estopim da crise, o que se reflete até os dias de hoje em suas atividades”.

De acordo com o grupo, o faturamento caiu de R$ 87 milhões em 2015 para R$ 32 milhões em 2018. Ao mesmo tempo, os custos não diminuíram na mesma proporção que o faturamento. No ano passado, por exemplo, as despesas comprometeram 83,88% do faturamento da empresa. 

Na apresentação do pedido de recuperação judicial, o grupo afirma que vai adotar medidas  e implantar novas estratégias mercadológicas para superar a crise econômica enfrentada.

“Destaca que as empresas recorrerão à adoção de medidas de aprimoramento na gestão, para reequilibrar sua relação com seus fornecedores e clientes, utilizando-se das prerrogativas legais de venda de ativos para equacionar seu passivo concursal e poder colocar em exercício sua grande capacidade de obter alcance comercial de qualidade”.

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