Planos de governo dos candidatos ao Palácio Iguaçu têm de 2 a 174 páginas. Veja como acessar os documentos registrados no TSE

Por: - 20 de setembro de 2018
Palácio do Iguaçu, sede do Governo do Paraná / Divulgação Prefeitura de Curitiba

O Tribunal Superior Eleitoral disponibilizou os planos de governo dos candidatos a governador do Paraná. O melhor colocado nas pesquisas, Ratinho Júnior (PSD), não poupou tinta na elaboração do documento. Intitulado “Paraná 2022”, o plano tem 174 páginas. Só a introdução, na qual é feito um diagnóstico do quadro atual, são 45 páginas.

O de Cida Borghetti (PP) é mais enxuto e contém 21 páginas. A candidata apresenta cinco Programas Estruturantes do Plano de Governo, intitulados “Bem Viver Paraná”, que trata de questões relacionadas a saúde e educação, por exemplo. Os outros são “Cuidar Paraná”, “Valor Paraná”, “Infraestrutura Paraná” e “Futuro Paraná”.

O plano de governo de João Arruda (MDB), com sete páginas, expõe “15 Eixos Estruturantes”, que começam pela “Geração de Emprego e Renda”. O candidato firma compromisso com a sustentabilidade e transparência nas ações de governo. Enquanto os planos dos candidatos do PSD e PP são coloridos, o do MDB é em preto e branco.

Dr. Rosinha (PT) também não economizou palavras no seu plano de governo, composto por 74 páginas. Começa dizendo que “pra fazer diferente, tem que ser diferente” e, no item “Desenvolvimento Social”, o maior deles, trata de 14 temas, como Saúde, Educação e Combate ao Racismo. O segundo maior é sobre “Desenvolvimento Econômico”.

No programa de governo de Jorge Bernardi (Rede), de 36 páginas, são estabelecidos 18 eixos “Por um Paraná Sustentável”. O primeiro capítulo trata da “Democracia de Alta Intensidade”, seguido pelo tema”Educação”, no qual propõe o fortalecimento do ensino médio e a criação de cursos profissionalizantes pós médios.

Ivan Bernardo (PSTU) registrou no TSE um manifesto político ideológico de 6 páginas  com o título “Chega de Exploração, Opressão e Violência! Um Chamado à Rebelião”. Para “Romper com o imperialismo e com o capitalismo”, defende a “Reestatização, sem indenização e sob o controle dos trabalhadores, de todas estatais privatizadas”.

A candidata do PCO, Cristina Ebara, que está com a candidatura pendente de julgamento, segue a linha de manifesto ideológico nas 5 páginas do plano de governo. Já no título dá o tom do texto: “Contra o golpe, em defesa da liberdade de Lula e de sua candidatura à presidência”. Um dos subtítulos diz “Não às reformas do governo Temer”.

Ogier Buchi (PSL), que teve o registro de candidatura indeferido, mas recorreu ao TSE e permanece fazendo campanha, apresentou um plano de governo com duas páginas, nas quais enumera 17 propostas. A primeira é “Conduzir o Estado para a inclusão social, o crescimento econômico e a sustentabilidade”.

O Professor Piva (PSOL), inicia o documento de 19 páginas dizendo que “votar é só o começo”. Afirma que o “Paraná é um Estado Desigual e Oligárquico” e apresenta propostas para “evitar as doenças” e “medidas desmilitarizantes”. O candidato propõe um novo código de ética para as polícias, que hoje se balizam no Regime Disciplinar do Exército.

O candidato Geonisio Marinho (PRTB), embora tenha a candidatura deferida, não registrou plano de governo – pelo menos não havia sido disponibilizado pelo TSE até as 8 horas desta quinta-feira (20/9). Para ter acesso aos planos de governo de todos os candidatos a presidente da República, clique aqui.

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