Ogier Buchi (PSL) recebe documentos do TRE e da Receita Federal, mas diz que ainda não vai começar campanha: “Não sou laranja de nenhum candidato. Se fosse, seria metade de cada um”

Por: - 20 de agosto de 2018
Ogier Buchi, do PSL, consegue pedir registro de candidatura, mas não conta com apoio de Bolsonaro

O décimo candidato a governador do Paraná, Ogier Buchi (PSL), recebeu na manhã desta segunda-feira (20/8), às 9h40min, certidão de inscrição do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), emitido pela Receita Federal com o nome empresarial Ogier Alberge Buchi Governador, que segundo disse nesta tarde lhe “possibilita fazer campanha eleitoral”.

No sábado à tarde (18/8), ele obteve a aceitação por parte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da documentação com pedido de registro da candidatura, que ainda terá que passar por um processo de validação como as demais candidaturas. Seu nome, no entanto, ainda não constava, às 16h desta terça, na relação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo ele, isso “provavelmente se deve ao fato da solicitação ter sido feita de forma individual e não partidária”. Todos os pedidos ainda passarão por uma validação do TSE. Disse que declarou um patrimônio de R$ 2,8 milhões, tudo em títulos imobiliários. “Sou advogado tributarista e essa é a minha opção de investimentos”, observou.

Embora, segundo Ogier Buchi, esteja liberado para pedir votos, ele disse que não vai começar “a gastar agora sendo que, talvez em uma semana tenha que retroceder”. O PSL regional, por interferência do candidato a presidente do partido, desistiu de candidatura própria ao governo do Estado em favor do candidato Ratinho Júnior (PSD).

Certidão da Receita Federal que possibilita Ogier Buchi abrir conta bancária em nome da candidatura ao governo do Paraná

No dia 8 de agosto, estava em casa vendo o jogo da Sociedade Esportiva Palmeiras, como palmeirense doente que sou, quando os dirigentes do PSL me ligaram dizendo que precisavam de um palanque para o Bolsonaro no Paraná e me perguntaram se seu aceitaria. Aceitei. Mas oito dias depois me disseram que não precisavam mais.

Mesmo diante do recuo da direção do partido, Ogier decidiu manter sua candidatura e, ao ser questionado pelo Maringá Post se ele não estaria a serviço de outra candidatura e não exatamente buscando sua própria eleição, ele respondeu que “não” e afirmou manter boas relações com a governadora Cida Borghetti (PP) e o deputado estadual Ratinho Júnior.

Toda vez que alguém pequeno coloca a cabeça pra fora na política, alguns veículos usam a expressão laranja, que é policial e ofensiva. Não nego manter boas relações de amizade com a governadora e com o deputado federal Ricardo Barros (PP), mas também sou amigo do Ratinho, o pai, há 40 anos e trabalhei com o Ratinho Júnior. Então, se fosse laranja, seria dos dois, metade de cada um.

Quanto a sua nomeação para um cargo na diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Ogier disse que já era conselheiro do banco e quando lhe foi feito o convite ao cargo ainda não havia sido requisitado pelo partido para ser candidato. Quanto aos filhos no governo, disse que eles foram nomeados pelo então governador Roberto Requião (MDB).

Me filiei ao PSL porque acredito no programa defendido por Bolsonaro, de fortalecimento da Polícia Militar, de redução do Estado na vida do cidadão e da economia liberal. Mas entendo que não existe nenhuma coerência desse discurso com o que defende o Ratinho Júnior. Continuo acreditando no Bolsonaro, mas divirjo dele no Paraná.  

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