Um dos seis consórcios que concorrem no pregão do aeroporto de Maringá é desclassificado. Lances, que estão em R$ 82,9 milhões, serão retomados nesta quarta

Por: - 31 de julho de 2018

O Consórcio Sial / Paviservice / Paralella foi desclassificado na tarde desta terça-feira (31/7) do maior pregão realizado pela atual administração, para ampliação do Aeroporto de Maringá. O preço máximo do edital é de R$ 105,6 milhões, mas quando o pregão foi interrompido, na última sexta-feira (27), os lances haviam baixado para R$ 82,9 milhões.

A Comissão de Licitação classificou os outros cinco consórcios: Aero-Maringá, Tucumann- Weiller-Aero, J2E, STMZ, Compasa do Brasil-Engemin Engenharia e Geologia. A desclassificação do consórcio liderado pela Sial, segundo a Comissão de Licitação, presidida por Eduardo de Paula, se deu porque a empresa “deixou de apresentar a composição analítica do percentual dos Benefícios e Despesas Indiretas e dos Encargos Sociais.

Acrescentou que “o edital de licitação determina que a licitante deverá considerar incluída nos valores propostos todas as despesas, inclusive àquelas relativas a taxas, tributos, encargos sociais, que possam influir direta ou indiretamente no custo de execução dos serviços”. A sessão que foi interrompida será retomada na manhã desta quarta-feira (1/8).

Na tarde desta terça foram analisados questionamentos sobre a validade das propostas dos seis consórcios, mas a Comissão de Licitação só julgou procedente um deles. A maior parte dos questionamentos se referia ao prazo de execução das obras, mas embora a informação não tenha sido explicitada na proposta, ela consta no cronograma de obras dos consórcios.

Coincidentemente, até então, a maior licitação realizada pela administração Ulisses Maia  foi vencida pelo consórcio formado pela Sial / Salver Construtora e Incorporadora / Februce Construções em Aço, que em dezembro do ano passado arrematou as obras por R$ 22,2 milhões para a fabricação e instalação da estrutura e cobertura metálicas do Terminal Intermodal.

O consórcio que vencer a licitação do aeroporto de Maringá, em 18 meses terá que elaborar os projetos básico e executivo e executar todas obras previstas, entre as quais a demolição e reconstrução das áreas de pavimento rígido das cabeceiras, reforma de toda a extensão, ampliação no sentido da cabeceira 10 e alargamento dos acostamentos. As pistas, de 2,1 mil metros, passarão a ter 2,38 mil metros.

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