Prefeitura de Maringá estuda reajuste de tarifa do ônibus: inflação no período é de 2,7% e transporte metropolitano subiu 4%. Redução no preço do diesel não será considerada

Por: - 4 de junho de 2018
Secretaria de Mobilidade já analisa proposta da empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) (Imagem/ Ônibus Brasil)

Técnicos da secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) estudam o novo valor da tarifa do transporte coletivo de Maringá, que deve entrar em vigor ainda neste mês. Apesar do preço do óleo diesel ter o maior peso no valor da tarifa, a redução de R$ 0,46 anunciada pelo governo federal, não vai causar nenhum impacto na tarifa.

A data-base para reajuste da tarifa fixada no contrato de concessão entre a empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) e a Prefeitura de Maringá venceu na sexta-feira (1/6). Para se chegar ao novo valor, são utilizados índices referentes ao acumulado dos 12 meses anteriores.

Depois de ficar congelada, a tarifa foi reajustada em fevereiro deste ano para R$ 3,60 no cartão Passe Fácil e R$ 4,20 para bilhetes avulsos. A TCCC e a Semob não quiseram revelar qual o valor solicitado pela empresa e qual deve ser o novo preço da passagem.

Se fosse considerada apenas a inflação acumulada dos últimos doze meses, de 2,70%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), as tarifas subiriam para R$ 3,69 no Passe Fácil e R$ 4,31 no pagamento avulso.

Mas se os preços seguirem o mesmo reajuste aplicado nas linhas metropolitanas de 4,03%,  valendo a partir do dia 1 de junho, o valor da passagem iriam para R$ 3,74 e R$ 4,36. Normalmente há um arredondamento nos preços, que costumam passar a vigorar em um domingo.

Desconto no diesel pode ter efeito só no próximo reajuste

Para o reajuste será levado em conta o acumulado de junho de 2017 até maio deste ano, período anterior a redução do preço do óleo diesel. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira  (1/6) e alguns postos em Maringá já repassaram o descontos ao consumidor.

A expectativa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é que a redução chegue a todos os consumidores em 15 dias. Uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, o desconto no combustível vale por 60 dias.

Segundo a Gerente do Transporte Coletivo da Semob, Fabiane Pradella, se a redução no preço do óleo diesel persistir por mais tempo, os reflexos poderão ser sentidos em junho de 2019, quando deverá ocorrer um novo aumento da passagem.

Fórmula de reajuste considera outros fatores

De acordo com o secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, o preço do diesel é o que mais impacta no valor final da tarifa. Porém, ele considera que existem outros fatores que também pesam no cálculo final.

“Se por um lado tem o diesel que está abaixando, nesse período todo teve um preço alto e isso não foi ressarcido. Os salários e os pneus aumentam e tudo isso vai ser balanceado nesse momento”, diz.

Para chegar no valor final da tarifa, o contrato entre a TCCC e a Prefeitura de Maringá define uma fórmula matemática. O cálculo é feito com índices referente ao preço do litro do óleo diesel, custos de salários, o Índice de Veículos Automotores, Reboques, Carrocerias e Autopeças e o Índice Geral de Preços.

Depois de aplicarem os índices na fórmula, os técnicos da Semob analisam a média de passageiros transportados por quilômetro rodado. Se a média dos últimos meses for menor que a do ano anterior, é feita uma correção sobre o valor final da passagem.

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