Governo recua e revoga decreto que reduziu a carga horária dos professores temporários da UEM e demais universidades estaduais do Paraná

Por: - 19 de março de 2018
O ex-governador do Paraná, então candidato à reeleição Beto Richa durante Debate na TV Bandeirantes. CURITIBA/PR, Brasil 28/08/2014. (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Fotoarena )

O governo do Paraná revogou na manhã desta segunda-feira (19/2) o decreto baixado na sexta-feira (16/3) que limitava a carga horária dos professores temporários das instituições estaduais de ensino superior. Novo decreto, assinado pelo governador Beto Richa, manteve as cargas horárias do ano passado.

Duas universidades chegaram a suspender as aulas a partir desta segunda-feira em protesto contra o decreto do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). A Universidade Estadual de Maringá (UEM) manteve o calendário escolar até uma definição das negociações, que ocorreu antes do esperado.

No caso a UEM, os 372 professores temporários dão 15 mil horas-aula por ano e o decreto revogado autorizava apenas 10.035 horas, “número muito inferior ao de 2017 e insuficiente para atender a demanda da instituição”, afirmou o reitor Mauro Baesso.

O secretário estadual de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (Seti), José Carlos Gomes, disse que o decreto revogado já previa a possibilidade de aumentar a carga horária de temporários, mas o recálculo demoraria alguns dias e prejudicaria as universidades.

“O governador decidiu revogar e manter a carga horária do ano passado (2017). Conversei com os reitores e eles disseram que a manutenção da mesma carga atende as necessidades das instituições”, afirmou Gomes. .

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Central do Estado do Paraná (Unicentro), que suspenderam as aulas por tempo indeterminado, devem retomar as aulas normalmente nesta terça-feira (20/3).

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