Farmacêutica de Maringá presa na Operação Trapaça será liberada à meia-noite. Testemunhas afirmam desconhecer participação de Harissa

Por: - 9 de março de 2018
Harissa Silvério el Ghoz presa temporariamente, em Toledo, na Operação Carne Fraca da Polícia Federal / Foto: Arquivo Pessoal

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A farmacêutica maringaense Harissa Silvério el Ghoz, presa na última segunda-feira (5/3) pela Polícia Federal (PF), será liberada no primeiro minuto deste sábado (10/3), quando expira os cinco dias previstos na prisão temporária. Dos 11 presos na fase Trapaça, da Operação Carne Fraca, sete permanecem na sede da PF em Curitiba.

O delegado da PF que conduz as investigações, informou ao juízo que todos já passaram por oitivas e que considera desnecessária a prorrogação da prisão temporária. Nesta sexta-feira (9/3) o delegado peticionou ao juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa pela soltura dos sete presos na superintendência da PF.

A operação apura esquema de fraude em exames laboratoriais envolvendo a BRF Brasil Foods, que resultou da fusão da Sadia com a Perdigão. Harissa, que pertence a tradicional família de Maringá, é a responsável técnica pelo laboratório da Bioagri Ambiental, subsidiária local da Mérieux Nutriscienses, multinacional voltada à biotecnologia alimentar.

Testemunhas desconhecem participação de Harissa

Em depoimento no último dia 5 em Campinas, na condição de testemunha, o presidente da Mérieux Nutriscienses do Brasil, Eugênio Luporini Neto, disse ao delegado da PF, Rodrigo Nunes Bertrand, que é o chefe de Harissa e que não tem conhecimento de fraudes envolvendo a profissional.

Trecho do depoimento do presidente da Mérieux Nutriscienses do Brasil, Eugênio Luporini Neto, para a PF de Campinas

O argentino Juan Matias Seragopian, na condição de testemunha, no mesmo dia 5 de março disse ao delegado da PF Flori Cordeiro de Miranda Júnior, de Sorocaba, que era administrador da Bioagri e outras empresas ligadas a Mérieux Nutriscienses, que prestam serviços a BRF, e que não tinha conhecimento de nenhum esquema de fraudes e o envolvimento de Harissa.

Trecho de depoimento de Juan Matias Seragopian, colhido em 5/3 em Sorocaba pelo delegado Flori Jr.

Igualmente na condição de testemunha, Rafael Ricardo Adamczuk, coordenador do Laboratório de Microbiologia na Mrieux em Toledo, disse na segunda-feira passada ao delegado da PF Emerson Braga Corteletti, que conhecia Harissa, chefe do laboratório em Maringá, e que desconhecia qualquer esquema de fraudes nos exames laboratoriais.

Depoimento do coordenador do laboratório de Toledo, Rafael Adamczuk, colhido pelo delegado Cortelleti

As buscas e apreensões realizadas em Maringá na última segunda-feira foram feitas tanto na Bioagri quanto no apartamento de Larissa, situado à Rua Francisco Glicério, conforme mostra o mandado, que autorizou “busca em qualquer andar, pavimento ou área externa das edificações horizontais, incluindo veículos”. O que foi apreendido está em análise.

Mandado de busca e apreensão na residência de Harissa el Ghoz e na Bioagro, cumprido dia 5/3

Embora pelo menos três testemunhas tenham afirmado desconhecer envolvimento de Harissa el Ghoz, os materiais apreendidos nas operações de busca e apreensão estão em análise na PF, que também afirma ter obtido provas robustas sobre fraudes laboratoriais praticadas pela BRF, especialmente na área de ração animal e processamento de carne de frango.

Saiba quem são os acusados no processo

  • HELIO RUBENS MENDES DOS SANTOS JUNIOR
  • HARISSA SILVERIO EL GHOZ FRAUSTO
  • TATIANE CRISTINA ALVIERO
  • ANDRE LUIS BALDISSERA
  • NATACHA CAMILOTTI MASCARELLO
  • DECIO LUIZ GOLDONI
  • FABIANNE BALDO
  • LUIZ AUGUSTO FOSSATI
  • FABIANA RASSWEILLER DE SOUZA
  • PEDRO DE ANDRADE FARIA
  • LUCIANO BAUER WIENKE

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