PT define estratégia para ter o nome de Lula na urna eletrônica e Gleisi Hoffmann sairá a deputada federal, diz Enio Verri

Por: - 25 de janeiro de 2018
Deputado federal Enio Verri, que nesta quarta-feira participou de reunião da direção nacional do PT

A Executiva Nacional do PT decidiu nesta quinta-feira (25/1) que o ex-presidente Lula passa a ser formalmente o pré-candidato do partido a presidente da República e que o pedido de registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral será feito no dia 15 agosto.

As informações são do deputado federal de Maringá, Enio Verri, que participou da reunião em São Paulo. “O PT não tem nenhum plano B. Lula será o candidato em uma ampla frente de centro-esquerda”, afirmou o parlamentar por telefone ao deixar o encontro.

Com as decisões da Executiva, o PT objetiva inserir o nome de Lula na urna eletrônica, mesmo com a condenação em segunda instância por órgão colegiado do Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF-4), em Porto Alegre, na quarta-feira (24/1).

A estratégia de requerer o registro da candidatura apenas no último dia estabelecido pelo calendário eleitoral visa a estender a campanha de Lula na legalidade o maior tempo possível. Um eventual indeferimento do registro só ocorrerá após 16 de agosto.

Enio Verri descarta a possibilidade de Lula ser preso, diz que o PT vai formar uma ampla frente de centro-esquerda e que a senadora Gleisi Hoffmann será candidata a deputada federal. Veja a entrevista.

– E se o Lula for preso? Ele corre esse risco.

– Aí teremos uma convulsão social. Mas ele não vai ser preso. Não é do entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) levar à prisão condenado em segunda instância. Não tem ninguém preso no Brasil nessa condição.

– A Lei da Ficha Limpa é clara em tornar inelegível condenado em segunda instância por órgão colegiado, como ocorreu com Lula.

-Ainda existem muitas possibilidades de recursos para reverter a condenação criminal. No próprio TRF da 4ª Região, depois no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e por fim no STF. Apenas depois do pedido de registro da candidatura, se ela for indeferida, é que vamos tratar da questão eleitoral e, se for o caso, recorrer à todas as instâncias possíveis. Vamos vencer as eleições no primeiro turno.

– O senhor fala em uma ampla frente de centro-esquerda, mas isso será possível diante das incertezas quanto a legalidade da candidatura Lula?

– O Lula tem 42% das intenções de voto, se tivesse 5% não seria condenado… Já estamos conversando com o PC do B, que tem como pré-candidata a Emanuela D’Ávila, mas está aberto à negociação. Também tem o PDT, com Ciro Gomes, que também está disposto a conversar. O PSB também. Então, como já disse, vamos vencer no primeiro turno.

Olha, o que é preciso entender é que essa condenação foi um ato de corporativismo e solidariedade ao (juiz Sérgio) Moro e fez a festa dos especuladores financeiros. O Brasil só tem uma saída: Lula.

– O senhor e a senadora Gleisi Hoffmann (que também estava na reunião) vão tentar a reeleição? Quem será o candidato a governador do PT no Paraná?

Eu serei candidato a deputado federal e a Gleisi também. Para governador ainda depende de muitas variáveis...

– Então a Gleisi não vai tentar o Senado?

– Vai ser candidata a deputada federal. Ela vai trabalhar mais na região de Curitiba, eu fico com o Norte e Noroeste do Estado e o Zeca Dirceu mais no Oeste.

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