Maníaco da Torre será levado a júri popular por crime cometido em 2010. Edinalva José da Paz teria sido uma das primeiras vítimas

Por: - 28 de novembro de 2017
Reprodução do vídeo divulgado pela Polícia Civil em 2015, quando o "Maníaco da Torre" confessou uma série de crimes / Reprodução Polícia Civil

Roneys Fon Firmino Gomes, o Maníaco da Torre, considerado o serial killer mais famoso de Maringá, está perto de sentar no banco dos réus do Tribunal do Júri pela primeira vez. O juiz da 1ª Vara Criminal, Cláudio Camargo do Santos, pronunciou Roneys pelo homicídio de Edinalva José da Paz, encontrada morta no dia 7 de dezembro de 2010.

Edinalva foi localizada menos de 48 horas após o crime, o que permitiu a identificação da vítima e colaborou nas investigações. Ela foi morta por asfixia, assim como outras vítimas do maníaco. O corpo foi localizado no meio de uma plantação de soja, por moradores do Sítio Kuroda, próximo ao KM 9 da PR-317.

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O acusado não admitiu ser o autor deste crime. No interrogatório ele afirmou “não se recordar com precisão se foi o autor do crime praticado contra Edinalva José da Paz, esclarecendo, ao ser-lhe mostrada fotografia do cadáver da vítima, que em razão do modo e local em que está posicionado o corpo, realmente tem semelhança com algumas outras de suas vítimas, das quais se lembra com certeza, já que não se rememora de todas.”

Em 2015, quando o Maníaco da Torre foi preso preventivamente pela morte de Maria Josiane dos Santos, processo em trâmite na 2ª Vara Criminal, ele confessou o crime e narrou de forma “pormenorizada pelo menos cinco de suas execuções”.

A confissão fez a Polícia Civil e a sociedade encontrar uma resposta para vários homicídios violentos registrados na cidade.

Segundo a pronúncia, havia características que “indicavam tratar-se de atuação de verdadeiro ‘serial killer’, isto em razão de peculiaridades tanto no que diz respeito às vítimas (mulheres, principalmente garotas de programa), quanto ao modo em que os corpor eram encontrados (nus, posicionados de decúbito com os braços sobre o tórax) e aos locais (plantações ou matagais situados junto a propriedades rurais).”

Celular da vítima ligou crime ao Maníaco da Torre

As investigações da Polícia Civil sobre a morte de Edinalva passaram por vários suspeitos, até que Roney Fon Firmino Gomes foi preso e novos depoimentos trouxeram mais indícios de participação dele no homicídio.

Uma das principais pistas foi o celular de Edinalva, encontrado posteriormente com uma mulher que tinha relações de amizade com o Maníaco da Torre. “Tal objeto esteve em posse de pessoa diretamente relacionada com o acusado, em situação que leva à conclusão de que este, mais do que qualquer outro alguém, teria repassado o aparelho celular a seus colegas após o homicídio”, diz trecho da pronúncia.

Em relação ao assassinato de Edinalva, o Maníaco da Torre irá responder ao Tribunal do Júri por homicídio duplamente qualificado, mediante asfixia e mediante dissimulação. Este segundo ponto relacionado ao fato de que enganou à vítima ao levava à área rural sob o pretexto de que fariam um programa sexual.

Roneys também irá responder pela ocultação do cadáver. Atualmente, o serial killer responde a outros três processos criminais por homicídio.

A primeira denúncia se refere ao assassinato de Maria Josiane dos Santos, última vítima de Roneys. Este crime foi descoberto graças ao registro de multas de trânsito e de um pedaço do pára-choque do carro do acusado localizado próximo ao corpo da vítima.

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