Do primeiro imóvel à construção de patrimônio: como o mercado imobiliário pode ser um investimento

No podcast Ponto a Ponto, empresários do setor explicam por que a compra de um imóvel não precisa ser definitiva e como decisões bem orientadas podem gerar valorização e crescimento patrimonial ao longo do tempo.

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    A compra de um imóvel costuma ser vista como uma decisão única e definitiva, capaz de comprometer financeiramente uma família por décadas. No entanto, essa lógica foi questionada no episódio desta semana do Ponto a Ponto, podcast do Jornal Maringá Post, ao tratar do imóvel como parte de um processo de construção patrimonial — e não como um ponto final.

    Durante a conversa, os empresários Suelen Melo e Diego Natal Ricardo, sócios da Moriale Imóveis, destacaram que o primeiro imóvel não precisa ser o “imóvel da vida toda”. Segundo eles, muitas famílias entram no mercado por meio de opções mais acessíveis e, com o tempo, conseguem evoluir para imóveis maiores ou melhor localizados. “As pessoas acham que financiar um imóvel significa ficar preso a ele por 30 anos, mas isso não é verdade”, afirmou Suelen.

    Um dos pontos centrais da discussão foi a valorização do imóvel mesmo quando ele ainda está financiado. Diego citou exemplos em que imóveis adquiridos por valores mais baixos foram revendidos poucos anos depois por quantias significativamente maiores. “A valorização acontece sobre o valor total do imóvel, não apenas sobre aquilo que foi pago até aquele momento”, explicou.

    Essa lógica permite que o imóvel funcione como uma espécie de alavanca patrimonial. Ao ser revendido ou trocado, ele possibilita ao comprador avançar para um novo patamar, seja em metragem, localização ou padrão construtivo. “É assim que muita gente constrói patrimônio: começa pequeno, organiza a vida financeira e cresce com o tempo”, disse Diego.

    A conversa também trouxe uma comparação cuidadosa com o mercado financeiro. Embora reconheçam a importância de outras formas de investimento, os convidados destacaram que o imóvel oferece previsibilidade e segurança, especialmente no longo prazo. “O imóvel é um bem físico, está ali, e historicamente não perde valor. Ele pode atravessar crises, mudanças econômicas e ainda assim seguir valorizando”, pontuou Suelen.

    Outro aspecto abordado foi a diversidade de estratégias possíveis dentro do próprio mercado imobiliário. Além da moradia, entram em cena a locação, a revenda e a compra de imóveis em diferentes fases do mercado. “Não existe uma fórmula única. O que importa é entender o momento da pessoa e o que faz sentido para ela naquele estágio da vida”, afirmou Diego.

    Para os empresários, o maior erro está em tomar decisões sem orientação adequada, seja por medo, desinformação ou pressa. “Quando o cliente entende que o imóvel pode ser uma etapa, e não um peso, ele passa a tomar decisões mais tranquilas e estratégicas”, disse Suelen.

    O tema faz parte de um debate mais amplo sobre os desafios e as possibilidades do mercado imobiliário em Maringá, abordado ao longo do episódio do Ponto a Ponto. Apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo e gravado na V Mark Produtora e Estúdio, o episódio completo está disponível no YouTube e aprofunda essas e outras reflexões sobre investimento, moradia e planejamento de longo prazo.

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