Decidir bem onde morar ou investir: os caminhos e armadilhas do mercado imobiliário

No Ponto a Ponto, Suelen Melo e Diego Natal Ricardo, da Morialle Imóveis, falam sobre lançamentos, imóveis antigos e a importância da assessoria na compra de imóveis em Maringá.

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    O mercado imobiliário de Maringá vive um momento de intensa movimentação, impulsionado por lançamentos constantes, valorização de determinadas regiões e o interesse crescente de investidores e famílias em busca do primeiro imóvel. Nesse cenário dinâmico, uma questão central se impõe: como tomar decisões seguras em um setor que envolve altos valores e compromissos de longo prazo?

    Esse foi o ponto de partida do episódio desta semana do Ponto a Ponto, podcast do Jornal Maringá Post, que recebeu Suelen Melo e Diego Natal Ricardo, sócios da Morialle Imóveis, para uma conversa aprofundada sobre mercado, atendimento e responsabilidade profissional.

    A entrevista foi conduzida pelo jornalista Ronaldo Nezo e gravada na V Mark Produtora e Estúdio.

    Do corretor ao empreendedor: quando a experiência pede outro caminho

    Com quase uma década de atuação no setor, Suelen e Diego relataram que a decisão de empreender não nasceu de um plano imediato, mas de um acúmulo de experiências no atendimento direto a clientes. “Chega um momento em que você quer fazer do seu jeito, colocar a sua visão, a sua ética e a sua forma de trabalhar em prática”, afirmou Suelen durante a entrevista.

    Segundo ela, o contato diário com famílias em diferentes situações financeiras foi determinante para a construção da proposta da Morialle. “O imóvel é uma necessidade humana. Cada venda representa uma família e uma mudança de vida. Quando a gente entende isso, muda completamente a forma de trabalhar”, destacou.

    Quando recuar também é parte do trabalho

    Um dos pontos centrais da conversa foi a defesa de uma postura ainda pouco comum no mercado: a de recuar de uma venda quando ela não faz sentido para o cliente naquele momento. Para Diego, vender a qualquer custo pode gerar problemas futuros tanto para o comprador quanto para o profissional.

    “Tem venda que não pode acontecer agora. Se virar dor de cabeça daqui a seis meses, não foi um bom negócio. A gente sempre diz: precisa ser bênção, não problema”, afirmou. 

    Segundo ele, esse tipo de postura fortalece a relação de confiança e, no médio e longo prazo, gera indicações e fidelização.

    Cliente não recorrente, decisão permanente

    Outro aspecto debatido no episódio foi o fato de que a compra de um imóvel não é uma experiência recorrente para a maioria das pessoas. “Você não compra imóvel como faz supermercado. É uma decisão que, muitas vezes, acontece uma ou duas vezes na vida”, observou Diego.

    Essa característica, segundo os entrevistados, exige um tipo de atendimento mais cuidadoso e menos acelerado. “O cliente precisa ser acompanhado, orientado, entender o processo. Abandonar quem ainda não pode comprar é um erro do mercado”, disse Suelen, ao explicar que muitos atendimentos duram meses — e, em alguns casos, anos — até que a compra seja viável.

    Lançamentos, estoques e oportunidades pouco visíveis

    A entrevista também trouxe explicações detalhadas sobre a dinâmica dos lançamentos imobiliários em Maringá e um tema pouco conhecido do público em geral: os estoques de unidades que permanecem disponíveis após o lançamento inicial.

    Segundo os convidados, esses imóveis podem representar boas oportunidades, especialmente por estarem mais próximos da entrega e, muitas vezes, com valores competitivos em relação a novos lançamentos. “Nem sempre o melhor negócio está no lançamento. O estoque, quando bem analisado, pode ser vantajoso para o cliente”, explicou Suelen.

    Imóveis antigos, localização e qualidade de vida

    Outro ponto abordado foi o papel dos imóveis mais antigos no mercado maringaense. Embora ofereçam menos infraestrutura interna do que os empreendimentos mais recentes, esses imóveis costumam compensar em metragem e localização.

    “Tem apartamentos antigos com 80, 90, 100 metros quadrados em regiões muito valorizadas da cidade. Isso representa qualidade de vida e potencial de valorização”, destacou Diego, citando bairros próximos a parques e áreas centrais como exemplos.

    Avaliação real vai além dos anúncios

    A conversa também trouxe um alerta importante: anúncios na internet não são parâmetro definitivo de valor. “Qualquer pessoa pode anunciar um imóvel pelo valor que quiser. Isso não significa que ele vale aquilo”, afirmou Suelen.

    Segundo os entrevistados, a precificação correta depende de estudos técnicos, análises bancárias, comparativos de mercado e avaliação das condições reais do imóvel. “Nosso papel é trazer o imóvel para um valor vendável, conectado com a realidade”, completou.

    Experiência acima do preço

    Ao final da entrevista, Suelen e Diego reforçaram que a proposta da Morialle não é vender imóveis como produtos de prateleira, mas oferecer uma experiência completa de assessoria. “A gente não vende preço. A gente vende experiência, segurança e acompanhamento”, resumiu Suelen.

    Para Diego, essa lógica explica por que atendimentos considerados “pequenos” podem gerar grandes resultados no futuro. “Uma venda bem feita hoje pode se transformar em várias outras amanhã. A comissão é consequência de um bom trabalho.”

    Serviço

    O episódio está disponível no YouTube

    Produção: V Mark Produtora e Estúdio

    Apresentação: Ronaldo Nezo

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