Tempo estimado de leitura: 3 minutos
A Santa Casa de Maringá é um dos hospitais mais tradicionais da cidade — e um dos pilares do atendimento público de saúde. No episódio mais recente do podcast Ponto a Ponto, já disponível no YouTube do Maringá Post, o superintendente José Pereira, há 24 anos à frente da instituição, explicou de forma detalhada o papel dos hospitais filantrópicos no SUS e revelou bastidores do funcionamento da rede pública, tema que ainda gera dúvidas entre muitos usuários.
Segundo Pereira, a participação das Santas Casas no sistema público é muito maior do que se imagina. “Os hospitais filantrópicos atendem mais de 50% de todos os atendimentos do SUS no Brasil”, afirmou. Em áreas de alta complexidade — como neurocirurgia, trauma, cardiologia e cuidados intensivos — esse índice ultrapassa 70%. “É muito impressionante a importância dos hospitais filantrópicos para a sociedade e para o SUS”, reforçou.
Parceria com o município e a maternidade
A entrevista também tratou da parceria de quase 25 anos entre a Santa Casa e o município no atendimento às gestantes do SUS. O pré-natal é iniciado nas UBSs e, a partir do sétimo mês, a gestante passa a ser acompanhada pela Santa Casa — que é responsável pela maior maternidade da região.
“É uma gestão compartilhada que funciona há muitos anos. O município não tem um hospital maternidade próprio, então estabelecemos essa parceria para garantir segurança e continuidade do cuidado”, explicou Pereira.
A missão social das Santas Casas
Ao comentar a história da instituição, fundada em 1954, Pereira destacou que o caráter social é o que sustenta a existência das Santas Casas no país. “As Santas Casas existem para atender a população. Esse é o fundamento delas. É filantropia na essência”, afirmou.
A Santa Casa de Maringá é a única no Brasil administrada pelos Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora, congregação religiosa com sede na Alemanha e experiência centenária na gestão de hospitais.
“Começamos com um hospital de madeira, 10 leitos, mantido por doações. A missão social vem desde lá”, lembrou.
Complementaridade e equilíbrio
Pereira encerrou reforçando que o papel dos filantrópicos é essencial para o equilíbrio do sistema de saúde. “Há uma complementaridade entre os hospitais públicos, os filantrópicos e os privados. É isso que faz a rede funcionar. Em Maringá, temos um sistema muito bem estruturado”, disse.
O episódio completo pode ser assistido no YouTube do Maringá Post, e novos cortes da conversa estão sendo publicados ao longo da semana nas redes sociais.





Comentários estão fechados.