Silvio Barros destaca força da sociedade civil: “Sem essa parceria, Maringá perderia recursos”

Em entrevista ao Ponto a Ponto, o prefeito afirma que a maturidade da sociedade maringaense e a cooperação entre poder público e setor privado garantiram a execução de grandes projetos, como a liberação de recursos para ampliação do aeroporto.

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    O prefeito Silvio Barros afirma que uma das principais razões do sucesso de Maringá está na governança colaborativa — um modelo em que poder público, sociedade civil e setor privado trabalham juntos em projetos de interesse comum.

    “Nós temos uma sociedade muito madura do ponto de vista do seu capital social. Temos mecanismos de governança colaborativa, onde a sociedade civil, o setor privado e a prefeitura trabalham juntos”, afirmou.

    Segundo Barros, esse modelo tem permitido que a cidade avance em obras estruturais sem depender exclusivamente do orçamento municipal. O exemplo mais recente, segundo ele, é o projeto de ampliação do aeroporto regional de Maringá.

    Aeroporto e o papel da sociedade civil

    Barros explicou que o projeto de ampliação tinha prazo limitado para ser apresentado ao governo federal e, sem a agilidade necessária, o município corria o risco de perder o recurso.

    “O processo licitatório demoraria cerca de 90 dias, fora o tempo de elaboração do projeto. Não havia como fazer isso dentro do prazo”, disse.

    A solução veio da sociedade organizada. “Chegamos com o projeto e a sociedade entendeu que era a hora de agir. Disseram: ‘Deixa com a gente. Quanto custa? R$ 600 mil? Nós vamos levantar o dinheiro’”, contou.

    Em poucas semanas, o valor foi arrecadado com o apoio de empresários e entidades. A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) liderou o movimento e procurou as associações comerciais de outros municípios atendidos pelo aeroporto — como Umuarama, Cianorte, Campo Mourão e Paranavaí — para compartilhar os custos.

    “Durante muitos anos, o aeroporto deu prejuízo e era mantido com recursos do contribuinte de Maringá, mesmo atendendo toda a região. Dessa vez, outras cidades entenderam que era hora de colaborar”, explicou o prefeito.

    Um modelo que se retroalimenta

    Graças à mobilização, o projeto foi entregue dentro do prazo e o município pôde garantir o acesso ao recurso federal.

    “Sem a sociedade civil, não teríamos condição nenhuma. Iríamos perder o recurso”, afirmou Barros.

    Para ele, esse tipo de parceria é o que mantém a cidade em crescimento. “Na hora que a gente precisa deles, eles comparecem. E na hora que eles precisam da gente, nós temos que comparecer também. Se não for assim, a parceria não se sustenta”, concluiu.

    Um exemplo de capital social

    O caso do aeroporto é, para o prefeito, uma demonstração de maturidade da sociedade maringaense. “Maringá tem um capital social que poucas cidades têm. Aqui, a comunidade entende que desenvolvimento é resultado de corresponsabilidade. E isso explica por que a cidade avança mesmo diante das dificuldades”, resumiu.

    O episódio completo do Ponto a Ponto com Silvio Barros está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.

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