Paraná registra 62 resgates de trabalho análogo à escravidão em 2025

Estado é o 10º no ranking nacional em levantamento que apontou aumento nos casos localizados em centros urbanos

  • Tempo estimado de leitura: 2 minutos

    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta terça-feira (27) dados referentes aos resgates de trabalhadores em situação análoga à escravidão no Brasil no último ano. Na região Sul, Paraná e Rio Grande do Sul fecharam números idênticos: 62 trabalhadores resgatados.

    Inédito

    Pela primeira vez na série histórica do levantamento, 68% dos trabalhadores atuavam em centros urbanos, sendo o setor da construção civil o responsável pelo maior número de resgates, com 601 casos em obras de alvenaria e outros 186 em construções de edifícios e prédios.

    Tradicionalmente, os maiores números de resgates vêm do setor rural, que neste ano registrou 184 casos no cultivo de café, 126 na extração e britamento de pedras e outros materiais para construção, com beneficiamento associado.

    Homens

    De acordo com os números divulgados, a maioria dos trabalhadores resgatados tem idade na faixa etária de 30 a 39 anos, são homens de baixa escolaridade. Entre os resgatados, 83% se autodeclaram negros (pretos ou pardos).

    Ranking nacional

    Mato Grosso lidera com 607 casos, seguido por Bahia (482), Minas Gerais (393) e São Paulo (276). O Paraná registrou 62 resgates em 2025.

    Noroeste do Paraná

    Em outubro de 2025, uma operação na cidade de Itambé, na região de Maringá, resgatou 57 trabalhadores. As vítimas saíram de Mato Grosso do Sul com a promessa de trabalhar em uma usina de açúcar em São Pedro do Ivaí. O serviço começou em julho, mas foi encerrado e o grupo foi abandonado no alojamento.

    Comentários estão fechados.