Maioria dos donos de micro e pequenas empresas pretende investir no negócio em 2021

5 de janeiro de 2021
Pesquisa mede o impacto da pandemia nos pequenos negócios / Divulgação Sebrae

Os donos de pequenos negócios continuam otimistas mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas em 2020 e pretendem investir no negócio em 2021. No Paraná, conforme pesquisa nacional realizada pelo Sebrae, 62% dos empresários têm expectativa de aplicar recursos na empresa neste ano.

A prioridade será a modernização de produtos e processos (12%), divulgação (10%), ampliação do mix de produtos/serviços (10%), ampliação da capacidade produtiva (7%), entre outros.

O estado praticamente acompanha o panorama nacional, em que 63% dos empresários demonstraram pretensão de realizar investimentos, principalmente em modernização de produtos e processos (13%), divulgação (13%), ampliação do atendimento ou capacidade produtiva (9%), além de ampliação do mix de produtos/serviços (9%), entre outros.

Ainda segundo o levantamento, 27% dos donos de pequenos negócios no Brasil afirmam não ter condições de fazer investimentos em 2021. No Paraná, esse percentual é de 23%.

A precaução entre os empresários paranaenses também é maior. Enquanto no cenário nacional 10% afirmaram que preferem guardar dinheiro para emergências, no estado 14% preferem guardar.

“A pandemia trouxe o senso da necessidade da precaução para a rotina dos empresários, uma postura que passa a fazer parte do dia a dia dessas empresas. Acreditamos que esta foi uma lição que veio para ficar”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Apesar dessa expectativa de investimento, a pesquisa mostrou que houve em novembro, em nível nacional, uma queda no ritmo de recuperação do faturamento das micro e pequenas empresas. Depois de seis meses de uma retomada contínua, pela primeira vez o faturamento médio, ainda abaixo do normal considerando antes da pandemia, registrou uma ligeira queda: passou de -36%, em setembro, a -39%, em novembro.

Houve ainda crescimento da proporção de empresários que confessaram estar com muitas dificuldades para manter o negócio em operação (de 43%, em setembro, para 47%, em novembro). No estado, 45% afirmaram estar com muitas dificuldades de manter o negócio.

A pesquisa faz parte de uma série iniciada em março pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas (FGV), a partir da chegada da Covid-19 ao Brasil. As entrevistas foram realizadas entre os dias 20 e 24 de novembro, com 6.138 donos de pequenos negócios de todos os estados e Distrito Federal.

Inovação

O levantamento confirma o comportamento dos empresários de implementar inovações em seus negócios como forma de driblar os obstáculos impostos pela pandemia. Entre setembro e novembro, cresceu de 39% para 43% o número de empresas que passou a oferecer um novo produto ou serviço, por força da crise. No Paraná, 38% das empresas lançaram ou começaram a comercializar novos produtos e serviços desde o início da pandemia.

A pesquisa também mostrou aumento (de 67% para 70%) na proporção de empresas que vendem utilizando internet (apps, Instagram, WhatsApp etc.). O WhatsApp apareceu como a plataforma mais utilizada (84%), seguida pelo Instagram (54%) e Facebook (51%). Entre os paranaenses, o mais utilizado é o WhatsApp (80%).

Outro dado positivo da pesquisa é a continuidade da ampliação do acesso ao crédito. Desde abril, a proporção de empreendedores que tiveram o pedido de empréstimo aprovado pelos agentes financeiros saltou de 11% (abril) para 34% (novembro). Neste período, 51% dos empreendedores paranaenses procuraram empréstimo e 45% tiveram as solicitações aprovadas.

O nível de endividamento dos empreendedores brasileiros permaneceu no mesmo patamar, entre setembro e novembro, com 31% das empresas com dívidas em atraso (mesmo percentual da última pesquisa); 37% com dívidas, mas em dia com os pagamentos; e 32% declararam não ter dívidas.

Investir no negócio e outras ações para 2021

No Paraná

  • 12% pretendem investir em modernização do negócio
  • 10%pretendem investir em divulgação
  • 10% planejam ampliar o mix de produtos/serviços
  • 9% querem investir em capacitação própria
  • 7% pretendem aplicar a capacidade produtiva
  • 6% desejam reformar o estabelecimento
  • 6% outros investimentos
  • 2% planejam investir na capacitação dos funcionários
  • 23% declararam não ter condições de fazer investimentos
  • 14% vão optar em guardar recursos para uma emergência
  • 38% das empresas lançaram ou começaram a comercializar algum produto ou serviço novo a partir da crise
  • 51% buscaram empréstimo
  • 45% conseguiram empréstimo

No Brasil

  • 13% pretendem investir em divulgação
  • 13% querem modernizar os negócios (produtos e processos)
  • 9% pretendem ampliar a capacidade produtiva ou de atendimento
  • 9% planejam ampliar o mix de produtos/serviços
  • 6% querem investir em capacitação própria
  • 6% desejam reformar o estabelecimento
  • 5% outros investimentos
  • 2% planejam investir na capacitação dos funcionários
  • 27% declararam não ter condições de fazer investimentos
  • 10% vão optar em guardar recursos para uma emergência
  • 43% das empresas lançaram ou começaram a comercializar algum produto ou serviço novo a partir da crise
  • 52% das empresas buscaram empréstimo
  • 34% dessas tiveram o pedido aprovado