Empresa de Maringá cria caixa esterilizadora doméstica para ajudar a conter a Covid-19

Por: - 11 de agosto de 2020
Aleksandro Montanha, diretor da Allk / Arquivo pessoal

“O que podemos desenvolver em tecnologia para mitigar o avanço da pandemia na nossa região e no nosso país?”. Com esse questionamento e preocupação, empreendedores da empresa de tecnologia Allk, com sede em Maringá, inovaram no desenvolvimento de uma caixa que utiliza luz ultravioleta para descontaminar embalagens e objetos, o que elimina, entre outros, o novo coronavírus.

Para chegar a essa solução, os empreendedores Aleksandro Montanha, Rodrigo Gamarra e Andres Cardenas consideraram que, embora as pessoas estejam evitando sair, as encomendas continuam q entrar nas casas, o que é uma possibilidade de maior exposição ao vírus.

“Diversos pesquisadores estudam o tema da contaminação pelo toque em objetos contaminados e o tempo de vida do vírus em determinadas superfícies. Trabalhamos para criar uma solução capaz de descontaminar encomendas e tudo o que é compartilhado”, conta o diretor da Allk, Aleksandro Montanha, que atua há 20 anos na área de tecnologia em instituições e no mercado.

O produto foi criado com base no protocolo de Nebraska (EUA), que indica critérios para descontaminação. “Buscamos métodos, artigos e protocolos sobre procedimento de descontaminação. No protocolo de Nebraska, que foi desenvolvido para descontaminar máscaras, entendemos sobre potência, distância e tempo de exposição de uma superfície para descontaminação. Concluímos que a luz UVC, utilizada na caixa, era eficaz. Fora isso, muitos agentes não têm ação eficaz”, diz o diretor.

A caixa é portátil e pode receber encomendas como caixas, sacolas, pacotes fechados com alimentos, dispositivos eletrônicos, garrafas, entre outros. O usuário deposita o item que deseja descontaminar e é avisado pelo equipamento assim que o processo termina. O acionamento é eletrônico para garantir a segurança.

Uma estrutura interna garante que não haja oclusão, ou seja, que todas as faces do objeto recebam luz e sejam descontaminadas. “Os objetos recebem luz de todos os lados dentro da caixa, desenvolvida pensando na segurança.

Há um sensor que acusa se a tampa estiver aberta e se o usuário a forçar para abrir durante o funcionamento, o sistema é automaticamente desligado.

A carga microbiana vai embora com 5 a 15 minutos de exposição intensa. Não tem exposição nenhuma para o usuário”, explica Montanha.

Comercialização

A UV Box passa ser comercializada após ter sido avaliada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), tendo sido o primeiro produto a receber o “Selo Protótipo Inovador” do instituto, na sexta-feira (7/8).

Montanha conta que os testes foram feitos com apoio do instituto e que toda a especificação técnica, lâmpadas, referências para o desenvolvimento do dispositivo e outros itens foram validados.

O empreendedor tem desenvolvido tecnologia com o apoio de parceiros como o Sebrae/PR, cujos profissionais colaboraram para o desenvolvimento de produtos, com consultorias, parcerias e cursos. É também desse relacionamento que surge a visão da transversalidade do mercado.

Uma das ideias é que a UV Box, além de poder ser utilizada nas casas, possa ser colocada em condomínios para que os serviços de entrega descontaminem produtos, ajudando a aumentar a confiança nos serviços prestados pelas empresas de delivery.

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