Maringá registra o pior saldo de empregos do Paraná em junho. Veja o desempenho de cada setor em 2020

Por: - 30 de julho de 2020
Maringá perdeu 600 postos de trabalho com carteira assinada no mês de junho / Agência Brasil

Maringá perdeu 600 postos de trabalho com carteira assinada no mês de junho, o pior saldo de empregos do Paraná no mês. Ficaram atrás de Maringá, cidades como Foz do Iguaçu, com 442 postos encerrados, e Londrina, com -409 vagas de emprego. A capital Curitiba registrou saldo positivo no mês, com geração de 301 empregos. 

O saldo de empregos é o resultado da diferença entre contratações e demissões. Em junho, foram 3.836 admissões e 4.436 desligamentos em Maringá. Os dados são Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados pelo Ministério da Economia nesta terça-feira (28/7).     

No primeiro semestre, Maringá registrou saldo negativo com fechamento de 4.511 vagas de trabalho. No período, entre janeiro e junho, foram 30.091 contratações e 35.442 desligamentos. No primeiro semestre do ano passado, Maringá tinha registrado saldo positivo de 3.809 postos de emprego formal, com 39.942 admissões e 36.133 desligamentos. 

Os únicos meses de 2020 com saldo positivo foram janeiro, com 571 vagas, e fevereiro, 1.255. Apesar do saldo negativo nos outros meses, os dados mostram que a perda de empregos, registrada desde o início da pandemia, no mês de março, desacelerou em junho. 

  • março: -666 postos de trabalho 
  • abril: -3.479 postos de trabalho 
  • maio: -1.622 postos de trabalho 
  • junho: -600 postos de trabalho 

No primeiro semestre, comércio perdeu mais vagas de emprego

No primeiro semestre deste ano, o pior saldo de empregos foi registrado no setor do comércio, com 2.009 postos de trabalho encerrados. O setor de serviços registrou saldo negativo de 1.840 e indústria -930. A agropecuária e a construção foram os únicos setores com saldo positivo, com 18 e 220 postos de trabalho, respectivamente.

No mês de junho, apenas o setor de construção registrou saldo positivo, com 37 postos de trabalho em Maringá. O setor de serviços registrou o pior saldo, com fechamento de 369 vagas, seguido pela indústria, -277, e comércio, -41. 

Em serviços, o pior saldo foi registrado na área de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com resultado negativo de -221. 

Maioria das vagas encerradas é de mulheres

Em junho, o saldo negativo de vagas foi registrado entre trabalhadores de todos os graus de instrução, desde analfabetos até pessoas com ensino superior, que registraram o pior resultado, com saldo negativo de 127 vagas encerradas. A maioria das vagas encerradas é de mulheres, -431, enquanto homens tiveram saldo negativo de 169. 

No saldo por faixa etária, jovens entre 17 e 24 anos registraram saldo positivo, com 168 postos de emprego criados no mês de junho. Enquanto isso, o número de demissões é maior entre profissionais de 50 a 64 anos, com -226 de saldo.  

No acumulado do ano, entre janeiro e junho, as mulheres representam o pior saldo de empregos, com -2.491 vagas, enquanto homens tiveram saldo de -2.050. O pior saldo foi registrado entre pessoas com nível médio completo, -2.873 vagas, e entre pessoas de 30 a 39 anos, -1.239. Jovens de até 17 anos registraram saldo positivo, com 460 novos postos de emprego. 

Resultados no Paraná e no Brasil

O Paraná registrou saldo positivo com a criação de 2.829 vagas em junho. O crescimento foi puxado, principalmente, pelo resultado da construção e da indústria, com saldo positivo de 1.828 e 1.599 vagas de trabalho criadas, respectivamente. 

A agropecuária criou 77 vagas e o setor de serviços 46. O comércio foi o único setor com resultado negativo, com fechamento de 721 vagas.   

No primeiro semestre, o Paraná ainda registrou saldo negativo, com 47.070 postos de trabalho fechados. O comércio foi o segmento que mais demitiu no período, saldo negativo de 26.761 vagas. 

O setor de serviços fechou 23.008 vagas e a indústria 7.355. Os únicos setores que registraram saldo positivo foram a construção civil e a agropecuária, com 7.400 e 2.654 novas contratações, respectivamente. 

O Brasil também registrou saldo negativo no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho foram fechados 1,2 milhão de postos de trabalho formais. Apenas em junho, foram quase 11 mil vagas encerradas no país. Apesar disso, o número de demissões também desacelerou. Em março foram quase 260 mil, abril, 918 mil, e em maio, 350 mil.

Em junho, o agronegócio e a construção civil tiveram o melhor desempenho entre todas as atividades econômicas do país. O agronegócio abriu 36,8 mil postos, enquanto a construção abriu 17.270 novas vagas. A indústria fechou 3.545; comércio 16.646 e serviços 44.891.

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