Pesquisa do Sebrae aponta que 68% dos pequenos negócios estão mais vulneráveis aos impactos da crise em Maringá

17 de julho de 2020
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Levantamento do Sebrae/PR, que faz parte das atividades do Plano de Retomada do Desenvolvimento Econômico e Social de Maringá, mostra que dos 61 mil pequenos negócios da cidade, 68% estão mais vulneráveis aos impactos econômicos da crise.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (15/7) de forma online pelo Sebrae/PR e Prefeitura de Maringá, ajudarão dar subsídio para a proposição de ações estratégicas para a retomada econômica do município.

Os pequenos negócios mais vulneráveis pertencem aos segmentos de construção civil, moda, varejo tradicional, beleza, saúde e serviços de alimentação. São esses os que mais geram empregos, respondem pela maior parte da massa salarial e apresentam maior participação no repasse de impostos. Considerando a distribuição de empregos, 51% estão em negócios cuja vulnerabilidade é considerada alta ou moderada.

Dos segmentos com maior participação no repasse de impostos, 66% apresentam índices alto e moderado de exposição. Entre eles estão alimentação fora do lar, confecção de vestuário, comércio e reparação de veículos e motos, comércio varejista e, entre outros, comércio de atacado (exceto veículos e motos).

“As empresas mais vulneráveis são as que estão mais suscetíveis a sentir os impactos da crise causada pela pandemia. Esses dados secundários ajudam a entender o contexto de como a crise influencia e pode influenciar os setores e as cidades e vão sustentar, junto a dados primários e oficiais que estão sendo levantados, a tomada de decisão e a priorização de ações conforme os principais problemas identificados”, explica o consultor do Sebrae/PR, Luiz Carlos da Silva.

Pesquisa do Sebrae Nacional realizada entre 26 e 30 de junho, também considerada para o estudo divulgado, mostrou que os setores mais afetados pela crise, com queda de mais de 50% no faturamento, são os de turismo, de economia criativa, academias, educação, serviços de alimentação, moda e de beleza.

“Olhar para o que está acontecendo no Brasil e em contexto estadual será importante para compreendermos como os setores estão reagindo e compararmos com as informações que serão obtidas diretamente com as empresas da cidade”, diz o consultor.

Dados sobre emprego também merecem atenção, na visão do consultor. Em abril e maio deste ano, Maringá contratou menos, tendo registrado em maio 2.066 pedidos de seguro-desemprego; em junho o número de pedidos caiu para 1.288. Sobre o Auxílio Emergencial, mais de R$ 47 milhões foram concedidos para beneficiários de Maringá, ajudando a atenuar as dificuldades das famílias.

“Nosso objetivo é construir uma base informacional sólida para o Plano de Retomada. Para isso, teremos a participação, além dos membros da força-tarefa, dos próprios empresários, que poderão apontar as principais dificuldades que vêm enfrentando”, afirma o consultor.

O plano anunciado em junho pela Prefeitura de Maringá é coordenado pelo Sebrae/PR e conta com a colaboração de mais de 30 entidades. Para o presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa, essa participação atesta a característica associativista da cidade. “A classe empresarial está unida pelo futuro da cidade, o que é fundamental neste momento em que assistimos tantas micro e pequenas empresas passando por dificuldades.”

Para o estudo de dados secundários, foram utilizados dados do Sebrae/PR, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), entre outros. Além do Sebrae/PR e Prefeitura, houve colaboração da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) e outros membros da força-tarefa, que receberam formulários para ajudar com apontamentos sobre os dados.

Os próximos levantamentos tratarão dados primários de 1.027 empresários de Maringá e oficiais. A divulgação ocorrerá neste mês, na próxima reunião da força-tarefa do Plano de Retomada.