Juros de empréstimos serão maiores na pandemia, diz presidente do Bradesco

Por: - 1 de junho de 2020
Imagem: Marcos Santos / USP

A pandemia causada pelo novo coronavírus está deixando rastro de incerteza em diversas frentes. Se na questão sanitária ainda faltam detalhes sobre como atual o Covid-19, vírus responsável por causar a doença, o futuro econômico mundial também não está definido.

O que se sabe, neste momento, é que a possibilidade de retração em economias do mundo inteiro deve ser tendência. No Brasil, o tema já foi alertado pelo presidente do Bradesco. Ou seja: vai ficar mais difícil realizar diversas operações monetárias, como empréstimos online

Segundo Octavio de Lazari Júnior, presidente de uma das maiores instituições financeiras do país, novas operações de crédito feitas durante o coronavírus – com exceção das linhas emergenciais que foram criadas especificamente para o momento – devem ter juros e spreads (diferença entre a taxa de captação e os juros pelos quais o banco empresta) maiores, impulsionados pelo cenário de pandemia.

Ainda que os juros das operações renegociadas pelos clientes e das linhas alternativas emergenciais criadas em conjunto com o setor público não sofram alterações, a demanda por recursos novos vai passar por um crivo maior por parte do banco

“Ainda não temos certeza do que vai acontecer pela frente, nem de quando isso vai terminar ou como vai ser o futuro, e a demanda de recursos novos passará por um crivo acentuado e pode ter juros e spreads um pouco maiores. É o mercado que vai regular isso ao longo do tempo pela disputa natural que temos no setor”, disse o presidente do banco em conferência com jornalistas no fim de abril.

O cenário de crise também vai impulsionar outro movimento ruim do banco em relação à população. O executivo também afirmou que vai fechar mais agências do que o previsto para este ano, devido ao novo cenário trazido pelo coronavírus. Serão 330 agências encerradas até o fim do ano.

Temos que ser conscientes de que o modo de trabalhar e a maneira das pessoas se relacionarem com o banco devem mudar. À luz disso, teremos mais funcionários em home office e menos clientes passando por agências físicas. Isso vai fazer parte da reprogramação de agências e é uma nova forma de pensar que vamos desenvolver, seja para mudar ou para fechar estruturas físicas”, disse.

Segundo dados divulgados em abril, o banco teve uma queda de 40% no lucro do primeiro trimestre de 2020 em relação a igual período de 2019, para R$ 3,8 bilhões. 

O montante é reflexo de um aumento de 86% nas reservas voltadas para cobrir possíveis calotes, que subiu para R$ 6,7 bilhões.

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