Parcela de famílias paranaenses com dívidas em dezembro chega a 90,88%, diz pesquisa

Por: - 14 de janeiro de 2020

As famílias paranaenses encerraram 2019 do mesmo jeito que começaram: com dívidas a pagar. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 90,88% das famílias paranaenses tinham alguma dívida em dezembro.

O percentual é semelhante ao registrado em janeiro de 2019, quando 90,01% afirmavam estar endividadas. A média geral de endividados no Estado ficou em 90,42% no ano passado, o que representa aumento de 1,5 ponto percentuais em relação a 2018, quando a média de endividamento foi de 88,92%.

A parcela de famílias paranaenses com contas em atraso caiu no último mês de 2019. Passou de 29,44% em novembro para 28,87% em dezembro, em função, basicamente, do pagamento do 13º salário e da liberação dos saques do FGTS. Em janeiro de 2019, 27,84% afirmaram ter iniciado o ano com contas pendentes.

Ao mesmo tempo, houve aumento da parcela de famílias paranaenses endividadas que afirmavam que não conseguiriam pagar seus débitos. O percentual passou de 10,82% em novembro para 11,87% em dezembro. Em janeiro, 11,17% dos paranaenses reconheciam não ter condições de pagar suas dívidas.

As famílias de maior renda permaneceram 2019 mais endividas. Na média anual, entre aquelas com rendimentos acima de dez salários mínimos, 94,44% possuíam dívidas, demonstrando aumento em relação a 2018, quando o endividamento médio foi de 92,59%.

Entre as famílias de menor renda, a média de endividamento foi de 89,56%. Também houve alta em relação a 2018, que teve média de 88,13%.

O cartão de crédito foi o principal motivo de dívidas em 2019 e concentrou 76,49% das contas a pagar em dezembro. Na análise anual, verifica-se elevação no percentual de parcelamentos no cartão, com aumento gradativo desde janeiro, quando essa forma de pagamento representava 71,72% das dívidas das famílias paranaenses.

O financiamento de veículo, que começou o ano como motivo de 9,75% das dívidas, caiu a partir de junho e chegou a dezembro com 6,94%. O financiamento imobiliário iniciou 2019 como motivo de 9,07% das dívidas e encerrou o ano com 8,45%.

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