Sindicombustíveis do Paraná diz que serviço de delivery de combustíveis não tem amparo legal e oferece riscos

Por: - 31 de outubro de 2019
Ideia do aplicativo é levar o combustível onde o veículo estiver / canaltech.com.br

Começou a funcionar em algumas regiões do Rio de Janeiro um novo aplicativo. É o GOfit, que oferece o serviço de delivery de combustíveis. A proposta da empresa é garantir o abastecimento de um caro “quando quiser e onde estiver”, anunciam.

O aplicativo vai permitir o agendamento e a gasolina ou o etanol vai ser levado por uma camionete até o cliente. O combustível usado é comercializado pela distribuidora Fit, que ainda não chegou ao Paraná.

Newsletter Briefing
O que aconteceu de importante em Maringá, todo início de noite no seu email.
Saiba mais ou cadastre-se:

Se a moda pegar, em pouco tempo é possível que o aplicativo de delivery de combustíveis se espalhe pelo país, como ocorreu com os aplicativos de transporte, como o Uber e o 99, ou os deliverys de comida. Em postagem nesta quinta-feira (31/10), o Canal Tech abre o questionamento. Seria o fim dos postos?

O Maringá Post questionou o Sindicombustíveis-PR sobre a novidade. Por meio de nota, a entidade reafirmou ser favorável à livre iniciativa e liberdade de mercado, mas demonstra preocupação com a divulgação de tal serviço. Veja abaixo o que diz o sindicato.

“Não temos conhecimento de que exista legislação ou regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, ou qualquer outro órgão responsável pelo setor, que autorizem o funcionamento de delivery de combustível.

O comércio de combustíveis requer uma série de cuidados, legalmente previstos, para os estabelecimentos funcionarem, protegendo o meio ambiente e também toda a população.

Combustíveis possuem características inflamáveis e tóxicas. Diante disso, existem normas para que o abastecimento seja feito em locais apropriados, com estrutura projetada para a finalidade.

As regras para o funcionamento dos postos preveem, por exemplo, a existência de pisos impermeáveis, canaletas e caixas separadoras, essenciais para minimizar danos no caso de derramamentos. Esta estrutura inexiste no caso do chamado “delivery”.

Diante disso, a entidade entende que o serviço de delivery não tem amparo legal e oferece riscos graves para toda a sociedade.”

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.