Mais de 70% dos empresários parananenses esperam ter aumento nas vendas no primeiro semestre do ano, diz Fecomércio

Por: - 24 de janeiro de 2019
Setor de Comércio Varejista é o mais confiante / Agência Brasil
Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR) revela que 73,2% dos empresários paranaenses esperam ter aumento nas vendas no primeiro semestre de 2019. É uma alta de 21 pontos percentuais em comparação com a edição anterior da pesquisa, que mediu a expectativa para o segundo semestre de 2018.O indicador não chegava a este patamar desde o primeiro semestre de 2011, quando as expectativas favoráveis chegaram a 80%. Para a Fecomércio, a mudança na opinião do empresariado paranaense é reflexo da esperança de melhora da economia em função dos novos governos federal e estadual.Outro motivo para a animação dos empresários é a retomada da confiança dos consumidores, que iniciaram o ano mais motivados a consumir. O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), teve elevação de 4,9% no primeiro mês de 2019, chegando ao melhor resultado em 11 meses.Além disso, o varejo vem se recompondo desde 2017 e em 2018 deve apresentar o primeiro aumento real no volume de vendas. A Pesquisa Conjuntural da Fecomércio-PR revela que até novembro o comércio do Estado cresceu 6,56%.

Setor de comércio varejista é o mais confiante

Segundo a pesquisa, o comércio varejista possui o maior nível de confiança, com 76,4%. Na edição anterior da pesquisa, os varejistas com expectativas favoráveis correspondiam a 50,7%.O setor de turismo concentra 74,1% de empresários otimistas, que apesar da oscilação cambial, mostraram maior ânimo do que na sondagem anterior (53,3%).O setor de serviços possui 67,1% de empresários confiantes, ante 48,8% no segundo semestre de 2018.

Maioria vai manter quadro de funcionários

Segundo a pesquisa da Fecomércio-PR, a parcela de empresas que planeja aumentar o número de colaboradores passou de 12,6% no segundo semestre do ano passado para 26,6% neste semestre.Entre os entrevistados, 63,1% disseram que vão manter o quadro funcional e apenas 5,9% vão reduzir a força de trabalho. No segundo semestre do ano passado, a parcela de empresas que pretendiam fazer demissões era de 16,5%.

Carga tributária é a principal preocupação

As preocupações dos empresários tiveram mudança. Na edição anterior da pesquisa, a maior dificuldade relatada era a instabilidade econômica, que passou de 79,8% para 60% neste semestre. Atualmente, o empresariado se mostra mais preocupado com a carga tributária elevada (62%).A reforma tributária foi um dos assuntos abordados pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante o discurso no Fórum Mundial Econômico em Davos, na Suíça. “Vamos diminuir a carga tributária, simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos", disse o presidente.Apesar das preocupações, 39,5% das empresas pretendem investir neste semestre, contra 26,9% na edição anterior. As principais áreas beneficiadas devem ser reforma e modernização das instalações (22,8%), capacitação da equipe (16,6%) e publicidade (15,8%). Aperfeiçoar a área de informática (11,3%), novas linha de produtos (10,2%) e novos pontos de venda (9,8%) também devem ser alvo de investimentos.


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