Maringá, a região mais pessimista em relação às expectativas de venda no varejo no início do ano, agora é uma das mais otimistas do Paraná. Pesquisas são da Fecomércio

Por: - 30 de julho de 2018

A maioria dos empresários maringaenses do comércio, serviços e turismo está otimista em relação ao segundo semestre deste ano, mas no geral a maior fatia dos paranaenses não aposta na recuperação econômica do Brasil antes de três anos, afirma que não fará investimentos e que pretende manter o número de colabores atual.

Os dados são da pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR), que mostra que o otimismo subiu em Maringá e região, saltando de 44,4% no primeiro semestre para 62% no segundo. A região tinha o maior pessimismo no inicio do ano e agora tem o segundo melhor porcentual de otimismo do Paraná.

Os números em relação as expectativas dos empresários da cidade em relação ao restante do ano apontam que 20% responderam que as condições estão indefinidas ou simplesmente não responderam, 12% apontaram que são desfavoráveis e 6% se revelaram indiferentes. Os mais otimistas são da região Oeste e os menos da região de Ponta Grossa.

Reflexos de investimentos em novos negócios

O vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Carlos Ferraz, ressalvando que “não conhece 100% a metodologia da pesquisa, para saber se foi mantida em ambos os períodos”, atribui a melhora das expectativas positivas aos investimentos que estão sendo feitos em novos negócios na cidade.

Aponta a ampla reforma do Shopping Cidade, as inaugurações recentes de dois novos hotéis, a vinda de uma grande loja de departamentos, da Renner, e importantes lançamentos imobiliários de construtoras como A. Yoshii, Plaenge e Pedro Granado: “Esses investimentos só estão sendo feitos porque terão retorno e isso melhora as expectativas”.

A série histórica das pesquisas da Fecomércio mostra que, no Paraná, o primeiro semestre de 2016 foi o pior desde 2009, quando apenas 31% dos empresários acreditam que teriam aumento nas vendas. Este ano, o índice caiu. No primeiro semestre, 59% tinham uma expectativa favorável nas vendas, e agora apenas 51,0% acreditam nisso.

A recuperação é plausível para 45,9% dos entrevistados das seis regiões – Oeste, Sudoeste, Maringá, Ponta Grossa, Curitiba e Londrina, mas não antes de dois ou três anos de decisões assertivas na esfera política. Para 26,6% a situação do país só deve melhorar em cinco anos.

O dirigente da Acim, Carlos Ferraz disse que, quando se fala de retomada do crescimento econômico, é preciso fazer algumas divisões, a começar pela indústria, segmento no qual atua mais fortemente: “Em uma reunião em São Paulo na semana passada, a avaliação  foi que apenas em 2020/2021 o setor têxtil e confecção chegará aos níveis de 2014”.

Observou que, embora estar retornando ao passado não seja o ideal, “é importante saber que a curva nos próximos anos será ascendente e indica uma retomada, ainda que muito pequena”. O crescimento do setor se deve a uma supersafra de algodão, que deverá ser ainda melhor na próxima, “o que vai gerar exportações e divisas para o Brasil”.

Empregos são gerados por novos negócios

A tendência com relação ao quadro funcional é a manutenção do número de colaboradores para 68,6% dos empresários ouvidos. Na edição anterior da pesquisa, esse percentual correspondia a 67,7% dos entrevistados. No entanto, a parcela de empresas que devem reduzir o número de funcionários subiu, passando de 10,9% para 16,6%.

A maioria dos empresários, 58,1%, afirma que não fará novos investimentos, porcentual semelhante ao do primeiro semestre, 58,4%. O número de empresas que pretende investir nos negócios caiu de 30,5% para 26,9%. Dentre os que pretendem investir, os pontos mais citados foram reforma e modernização, capacitação da equipe e publicidade.

Quanto à geração de empregos, Ferraz lembrou que o último Caged, pesquisa do Ministério do Trabalho, apontou um crescimento de 34% no saldo de demissões e contratações do primeiro para o segundo trimestre em Maringá: “Saltamos de 1.337 vagas para 1.785, mas quem está gerando emprego são os novos negócios”.

O empresário acrescentou que “historicamente o segundo semestre costuma ser melhor do que o primeiro” e que, apesar do otimismo ter melhorado, “inclusive porque Maringá é uma cidade diferenciada”, o empresariado “está agindo com cautela, investindo mais na qualificação da equipe, para melhorar a produtividade, do que em geração de vagas”.

Newsletter Briefing
O que aconteceu de importante em Maringá, todo início de noite no seu email.
Saiba mais ou cadastre-se:


Estudante de Química da UEM é morto em atentado em Maringá. Mais dois jovens ficaram feridos

O jovem estudante morreu na Rua Mandaguari esquina com a Rua Bragança, na zona 7.

Vítima do atentado em Maringá, professor Mima fazia Mestrado na UEM e dava aulas em cursinho de Apucarana

No Facebook, jovem se apresentava com a frase: "Eu tenho um sonho... Isso é tudo que preciso..."

Autor do ataque em pensionato de Maringá conhecia as vítimas e morava na casa há mais de um ano

O enterro da vítima será nesta segunda-feira (18/3), às 15h, no Cemitério Municipal de Conchas, no interior de São Paulo.

Prazo de inscrições para o concurso do Aeroporto de Maringá se encerra na quarta-feira

Os salários variam de R$ 1,49 mil, para auxiliar administrativo e auxiliar de operações aeroportuárias, a R$ 5,72 mil para engenheiro civil.

Agência do Trabalhador de Maringá abre 153 vagas. Tem dez para operador de caixa

Cargos com maior número vagas são de montador de estruturas metálicas, com 16, e soldador, com 11.

Estudante de Química da UEM é morto em atentado em Maringá. Mais dois jovens ficaram feridos

O jovem estudante morreu na Rua Mandaguari esquina com a Rua Bragança, na zona 7.

Vítima do atentado em Maringá, professor Mima fazia Mestrado na UEM e dava aulas em cursinho de Apucarana

No Facebook, jovem se apresentava com a frase: "Eu tenho um sonho... Isso é tudo que preciso..."

Autor do ataque em pensionato de Maringá conhecia as vítimas e morava na casa há mais de um ano

O enterro da vítima será nesta segunda-feira (18/3), às 15h, no Cemitério Municipal de Conchas, no interior de São Paulo.

Prazo de inscrições para o concurso do Aeroporto de Maringá se encerra na quarta-feira

Os salários variam de R$ 1,49 mil, para auxiliar administrativo e auxiliar de operações aeroportuárias, a R$ 5,72 mil para engenheiro civil.

Agência do Trabalhador de Maringá abre 153 vagas. Tem dez para operador de caixa

Cargos com maior número vagas são de montador de estruturas metálicas, com 16, e soldador, com 11.

Empregos em Maringá

Últimas vagas de Empregos

GUIAS