Setor industrial da microrregião de Maringá reverte cenário negativo no saldo de empregos e passa a admitir mais do que demitir

18 de julho de 2018

De acordo com dados levantados pelo departamento econômico do Sistema Fiep, as indústrias da microrregião de Maringá, que também inclui Mandaguari, Marialva, Paiçandu e Sarandi, já conseguiram reverter o cenário negativo de empregabilidade registrado no ano passado.

O saldo entre contratações e demissões, de janeiro a dezembro do ano passado, foi de -583, ou seja, foram fechados 583 postos de trabalho na microrregião. Já de janeiro a maio de 2018, cinco meses, portanto, o saldo é já positivo, de 816 novos postos criados.

O economista do Sistema Fiep, Evânio Felippe, explica que este é um indicador que sinaliza o início de uma recuperação do setor pós-crise. “Depois de uma fase complicada, com redução de trabalhadores e suspensão de investimentos, o empresariado industrial demonstra estar mais confiante na recuperação da economia, deixando a impressão de que o pior da crise ficou para trás”, comenta.

Maior participação dos menores no PIB microrregional

Tecnologia da Informação, Alimentos e Bebidas e Metalmecânico. Das 34.289 indústrias de transformação sediadas no Estado, 2.799 estão instaladas na microrregião. Porém, mais de 77% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda está concentrado na cidade de Maringá.

“Após este diagnóstico, estamos trazendo para a região o Programa de Desenvolvimento de Polos Produtivos, um serviço oferecido pelo Sistema Fiep para alavancar o crescimento e a participação dos municípios menores no PIB regional”, explica Felippe.

Entre os pilares do programa, que visa a equilibrar a geração de riquezas por região, estão planos de atração de novos investimentos, aumento do nível de recursos dos municípios e do nível de emprego e renda, e melhora na qualidade de vida da população da região.

“Todo o conteúdo segue uma metodologia específica, desenvolvida pelo Sistema Fiep, na qual o objetivo final é promover o crescimento e trabalhar as potencialidades e vocações dos municípios. A ideia é levar este projeto ao conhecimento do poder público para que possa nos apoiar numa parceria com as indústrias locais, num esforço para o desenvolvimento sustentável da região”, resume.

Durante sua apresentação, o economista Evânio Felippe também destacou as características e peculiaridades dos polos produtivos na região e falou sobre os principais desafios da indústria. Uma delas é a retomada dos investimentos, ponto fundamental para melhorar a competitividade nos mercados interno e externo.

Felippe também destacou o impacto que a paralisação dos caminhoneiros causou no setor. “Até maio, a expectativa era bem positiva, as vagas de emprego aumentaram  consideravelmente em relação ao ano passado e havia um otimismo do empresariado com relação à recuperação do setor. Mas os dados mostram que a greve pode sim afetar a criação de novas vagas aqui na região até dezembro”, comentou.

Ele explica que os indicadores do Sistema Fiep apontaram queda de 15% nas vendas industriais do setor produtivo do Paraná em maio. “Este é um forte indicativo de desaceleração nas contratações no Estado. Somente nos próximos três meses será possível fazer um diagnóstico mais preciso sobre como o mercado e a economia vão se comportar até o fim deste ano”, afirmou.

Mas o economista também destacou que a iniciativa da entidade, de lançar um programa de desenvolvimento nos municípios menores é um incentivo para promover a recuperação do segmento industrial em toda a região.

“É nos momentos de dificuldade que os setores se fortalecem. Esta é uma boa oportunidade para que municípios e empresários se unam em prol do desenvolvimento da atividade e da geração de emprego e renda”, concluiu.