Expoingá terá mostra de 12 raças de ovinos, sendo cinco inéditas na feira, e sediará exposição nacional de Suffolk. Serão cerca de 700 animais

Por: - 24 de abril de 2018
Ao centro, o inglês Geoff Biddulph, integrante da Associação Nacional dos Criadores de Suffolk do Reino Unido, que vai julgar os animais da raça na Expoingá

A mostra de ovinos da Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá) vai reunir ovinos de 12 raças, sendo que cinco delas vão se apresentar pela primeira vez.

A expectativa é de que o Pavilhão da Ovinomar receba 700 animais, ante os 598 expostos em 2017, de sete raças, que voltam à Expoingá este ano.

O presidente do Núcleo de Criadores de Ovinos da Região de Maringá (Ovinomar), Neudecir Urgniani, disse que a Expoingá 2018 será o retrato do bom momento vivido pela ovinocultura paranaense.

Vamos ter um recorde de animais inscritos e reuniremos o que há de melhor em termos de raças e padrão genético.  

As raças estreantes são:

  • Bergamácia (Itália)
  • Corriedale (Nova Zelândia)
  • Crioula (Brasil)
  • Laucaune (Fraça)
  • Romney Marsh (Inglaterra)

Observa o diretor de Eventos da Ovinomar, Fernando Marcos Urgniani:

– Os animais dessas raças são criados no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e alguns estados do Nordeste.

Também estarão expostos exemplares de sete raças “veteranas”, que já estiveram no recinto em 2017:

  • Dorper (África do Sul)
  • White Dorper (África do Sul)
  • Santa Inês  (Brasil)
  • Texel (Holanda)
  • Ile-de-France (França)
  • Poll Dorset (inglaterra)
  • Suffolk (Inglaterra)

Expoingá terá exposição nacional de Suffolk

Além das cinco raças estreantes, a 46ª Expoingá será palco da 10ª Exposição Nacional do Suffolk. É a primeira vez que Maringá recebe um evento brasileiro do gênero.

O julgamento dos animais será feito pelo inglês Geoff Biddulph, integrante da Associação Nacional dos Criadores de Ovinos da Raça do Reino Unido. É a primeira visita dele ao Brasil.

A Suffolk é nativa do Reino Unido e surgiu no Século XVIII, a partir do cruzamento de carneiros Southodown, com ovelhas selvagens de Norfolk.

Apesar da origem europeia, no rebanho brasileiro da raça predominam os descendentes de linhagens norte-americanas e neozelandesas. Comenta Urgniani:

No Brasil, a genética britânica é uma adição mais recente.

Saiba mais sobre as raças estreantes na Expoingá

Bergamácia –  É originária do Norte da Itália, na Lombardia e no Piemonte. Por causa do grande porte, são conhecidos como Gigante de Bergamo e Bielesa.

De múltipla utilidade no país de origem, é utilizado para a produção de carne, lã e leite, que é utilizado na fabricação do queijo Gorgonzola.

Considerados rústicos, os animais são exigentes quanto à alimentação. Demonstram fácil adaptação às condições climáticas do Centro-Oeste e do Nordeste brasileiros. Foi usada no cruzamento com a Morada Nova para produzir a Santa Inês.

Corriedale – Originária da Nova Zelândia, recebeu o nome da propriedade onde surgiram os primeiros animais, frutos do cruzamento entre Merinos, Romney Marsh, Lincoln e Leicester.

De porte imponente, cara destapada, narinas pretas e cascos escuros, a raça ainda é maioria no Rio Grande do Sul, mas já foi mais populosa, quando a ovinocultura voltada para a produção de lã era uma das principais atividades econômicas do pampa gaúcho.

O rebanho brasileiro é estimado em 4 milhões, mas já foram 11 milhões de cabeças – o correspondente a 60% do plantel gaúcho.

No Sul, há 400 criadores ativos, mas a raça também está presente em mais seis Estados. Tem dupla aptidão, carne e lã, com equilíbrio de 50%.

Crioula – É considerada uma raça nacional, com origem nos rebanhos introduzidos pelos jesuítas, no Rio Grande do Sul, durante o século XVII, e do cruzamento com outras raças importadas a partir da colonização portuguesa.

A raça tem parentesco com a hispânica Lacha, além de Romney Marsh e Corriedale. É rústica e sóbria. Adapta-se a diferentes condições de clima, solo e vegetação. É resistente a doenças e problemas podais, quando em condições adversas. Produz lã.

Está classificada como raça rara e conserva traços dos ovinos primitivos, que lhe deram origem. Em 1982, começou a ser preservada pela Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS). Hoje, pode ser encontrado no Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

Laucaune – Raça de origem francesa, é a mais numerosa naquele país. Deve o nome aos Montes Lacaune, no Tarn, e é fruto do cruzamento de diversos grupos de ovinos, que existiam nos departamentos de L’Aveyron, Tarn e Limítrofes.

O berço da raça se situa na região produtora de leite, que é puro, com alto valor nutricional e destinado à fabricação do queijo Roquefort. Considerada de aptidão mista, produz leite e carne, cordeiros de alta qualidade.

Romney Marsh – Raça originária do condado de Kent, no Sul da Inglaterra, os animais são considerados rústicos e resistentes ao excesso de umidade, à aftosa e à verminose.

Produz tosa farta e consegue manter o peso em duras condições climáticas. Apresenta dupla aptidão (carne e leite) e é considerada uma raça naturalmente colorida.

A lã é destinada à produção de mantas, coletes, palas, cachecóis e inúmeros produtos denominados Eco Lã, por não necessitar de tingimento, nem agredir o ambiente. Os animais apresentam até 12 tonalidades diferentes e tem um brilho único e especial.

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