Depois de três anos em queda, exportações e importações voltam a crescer em Maringá. Mercado ainda está bem longe do patamar recorde de 2013

Por: - 16 de janeiro de 2018
Soja é o grande destaque das exportações feitas por Maringá / Agência Estadual de Notícias

Dados do Ministério da Indústria, Comércio, Comércio Exterior e Serviços mostram que as exportações e as importações voltaram a crescer em Maringá, em 2017, após três anos consecutivos de queda na comercialização. No ano passado, as empresas instaladas na cidade venderam US$ 1,77 bilhão para o exterior e foram adquiridos US$ 208 milhões em produtos no mercado internacional. O saldo foi de US$ 1,56 bilhão

Em 2016, o volume de exportações ficou em US$ 1,39 bilhão e o de importações foi de US$ 160 milhões. O saldo final ficou em US$ 1,23 bilhão. O crescimento registrado foi de 27% nas exportações e de 30% nas importações. Em relação ao saldo da balança comercial da cidade, o crescimento foi de 26,8% de 2016 para 2017.

O resultado põe fim a três anos consecutivos de queda nas exportações e importações de Maringá. Não havia sinal de melhora desde 2013, quando a cidade atingiu o maior patamar de negócios no comércio internacional. Naquele ano, foram comercializados US$ 2,95 bilhões, em exportações, e US$ 461 milhões, em importações. O saldo de 2013 foi de US$ 2,49 bilhões.

Os cinco países que mais compraram de Maringá em 2017 foram a China (US$ 750 milhões), Iraque (US$ 123 milhões), a Malásia (US$ 83 milhões), o Japão (US$ 81 milhões) e a Holanda (US$ 61 milhões). Juntos, estes cinco países responderam por US$ 1 bilhão das exportações de Maringá.

No que diz respeito às importações, os cinco países que mais venderam para Maringá foram a China (US$ 118 milhões), o equivalente a 56,6% do total, Taiwan (US$ 7,5 milhões), Rússia (US$ 7,1 milhões), Uruguai (US$ 6,7 milhões) e o Vietnã (US$ 5,8 milhões).

Exportações de soja e importações de eletrônicos

O produto mais vendido por Maringá para o mercado internacional é a soja. O grão responde por 45% das exportações e movimentou US$ 805 milhões em 2017.

Em segundo lugar aparece o açúcar com 30% do total e uma movimentação de US$ 541 milhões. Depois vem o milho. O grão responde por 8%, com negócios de US$ 154 milhões.

Só depois aparecem as carnes de aves. Foram comercializados US$ 126 milhões no ano passado, o equivalente a 7% das vendas.

No mercado de importações, há uma pulverização de produtos. O campeão da lista, que são partes e acessórios de máquinas e aparelhos, responde por 13% do total, com US$ 27 milhões de movimentação.

Aparelhos eletrônicos, incluindo receptores de televisão e radiodifusão, aparecem com US$ 11 milhões em movimentação e 5,6% do total. Os adubos e fertilizantes somam US$ 10 milhões, com 4,8% do total. Máquinas e aparelhos de impressão somam US$ 9,7 milhões e 4,67%. Logo na sequência estão os circuitos integrados e os micro-conjuntos eletrônicos com 4,57% de participação e movimentação de US$ 9,5 milhões.

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