Áreas liberadas para construção em setembro dão sinais de que o setor volta a respirar; crescimento ainda é bem tímido

Por: - 22 de outubro de 2017
Imagem ilustrativa / Pólen Comunicação

De janeiro a setembro de 2017, a Secretaria de Planejamento e Urbanismo autorizou a construção de 505.144 m², apenas 0,6% superior ao registrado no mesmo período de 2016, quando foram liberados 501.795 m² para construção.

Parte deste resultado, se deve aos sinais de recuperação do setor no mês de setembro de 2017, quando foram liberados 67.989 m². Em setembro de 2016, foram 62.625 m². No comparativo, houve um crescimento de 8,5% na comparação do período de 30 dias.

Apesar de voltar a respirar, os números ainda refletem os sinais da crise. Nos doze meses de 2016, foram liberados 642.054 m², quase 220 mil m² a menos do que o registrado em 2015, quando os efeitos da crise econômica nacional começaram a acirrar.

Para o diretor de habitação da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (Seplan), Márcio Lorin, os sinais de recuperação em setembro não são suficientes para afirmar que os resultados de 2017 retomem os patamares de períodos anteriores à crise.

“A expectativa é que fique muito semelhante a 2016. Mas existe a possibilidade de termos um aumento sutil na comparação com o ano passado”, avaliou.

Construção
Expectativa é fechar 2017 com crescimento tímido na liberação de área para construção / Pólen Comunicação

Nível de emprego da construção em queda

Enquanto a aprovação para novas construções volta a crescer, o que traz a perspectivas de mais lançamentos de novos empreendimentos na cidade, os empregos no setor da construção civil continuam em queda livre em Maringá.

No ano de 2017, entre janeiro e setembro, foram fechadas 545 vagas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Só no mês de setembro, houve 177 demissões a mais do que contratações pelo setor. No mesmo período, o comércio, o setor de serviços e até indústria de transformação contrataram mais do que dispensaram trabalhadores.

A indústria atingiu saldo positivo de 51 vagas em setembro e acumula a abertura de 545 vagas no ano de 2017. No comércio, foram contratadas 242 pessoas a mais em setembro e o saldo do ano é de 844. O setor de serviços garantiu 126 novas oportunidades no mês de setembro e no ano o saldo chega a 1.405.

Busca por clientes exige inovações

“São 10 mil metros quadrados de área de lazer. Nesse espaço temos três piscinas, academias, espaço para churrasco e pizza, quadra de esportes, brinquedoteca e até um Pet Place – para quem quiser um espaço para interagir com os animais de estimação”.

Esta é a descrição de um novo empreendimento e tem sido o principal discurso das vendas de apartamento em Maringá. Mais do que um local para dormir, as pessoas têm procurado atrativos extras nos empreendimentos.

“Existe a tendência do Condomínio Clube e do Condomínio Sustentável. Antigamente, as pessoas se reuniam em clubes para praticar esportes ou socializar. O movimento que percebemos, é que os clubes estão migrando para os residenciais. A segunda é do urbanismo sustentável, onde o foco passa ser, de fato, nas pessoas”, afirma o gerente de vendas da Construtora Graúna, Fernando Cavalheiro.

Segundo o gerente, esta tendência não é exclusiva de Maringá, mas se replica em médias e grandes cidades de todo o País.

Com colaboração do repórter Victor Faria.

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