Rainha de bateria do Unidos do Ingá é eleita. Larisse Farias é personal trainer e professora de dança

Por: - 24 de janeiro de 2020
Larisse Farias foi eleita rainha de Bateria da Unidos do Ingá/ Divulgação

O projeto Unidos do Ingá elegeu na terça-feira (21/1) a rainha de bateria. Foram 13 inscritas e sete compareceram para a disputa. A escolhida foi a personal trainer e professora de dança árabe, Larisse Farias.

A ideia do projeto é resgatar as escolas de samba de Maringá, um movimento que havia na cidade nas décadas de 1960 e 1970, em bairros como o Jardim Alvorada e a Vila Operária.

Três critérios foram levados em consideração para a escolha da rainha de bateria. Um dos coordenadores do projeto Unidos do Ingá, Márcio Américo, fala que fez questão de solicitar aos jurados que gostaria que eles avaliassem o “samba no pé, simpatia e animação.”

“Falei para os jurados que ficaria muito chateado se a pessoa que ganhasse fosse somente muito bonita ou porque tinha só um corpo bonito”, conta Américo.

O júri foi composto pelo Mestre Tornado, Diretor de Bateria da Dragões da Real de São Paulo, Maria Luiza Moreno, coreógrafa e aderecista da Myfifteen Animação e Coreografias para eventos, e Danilo Schuenck, professor de dança.

A rainha de bateria, os jurados e a equipe do projeto Unidos do Ingá/ Divulgação

O Metre Tornado foi quem fez o anúncio da vencedora. “Foi um mix de sensações, algo indescritível. Senti muita emoção e um prazer enorme em sentir que o meu trabalho foi reconhecido. Eu trabalho com dança há 18 anos”, disse Larisse Farias .

Ela disse que não esperava vencer o concurso, mas buscou fazer o melhor na apresentação no Teatro Reviver. “Quis transmitir para os jurados e para a plateia o quanto o samba é rico. Acredito que esse foi meu diferencial”, contou.

Além do concurso, foi realizado no local uma mesa redonda sobre “o rumo do samba no Brasíl”. “Aproveitamos a presença dos jurados e do publico e fizemos uma mesa redonda. Diferente dos grandes centros, Maringá não tem o costume de participar de mesas redondas”, conta Américo.

Para um futuro próximo, a ideia é criar uma escola de samba na cidade, com formação de passistas, porta-bandeiras e mestres-salas, núcleo de produção de fantasias e adereços, carros alegóricos, composições próprias, rotina de ensaios e uma bateria.

Além da escola da rainha, a bateria da escola está em fase de formação. O projeto Unidos do Ingá é realizado com recursos do Prêmio Aniceto Matti da Secretaria de Cultura de Maringá.

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