Autor de livros sobre a história do Brasil, maringaense Laurentino Gomes lança novo livro na cidade em setembro

Por: - 26 de agosto de 2019
Nascido em Maringá, Laurentino Gomes lança o primeiro livro da trilogia "Escravidão" / Reprodução Instagram

O jornalista e escritor, Laurentino Gomes, lança em Maringá o novo livro “Escravidão Vol. 1 – Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares”. O evento vai ser no dia 18 de setembro, às 19 horas, na Livrarias Curitiba do Maringá Park Shopping Center.

A entrada é gratuita e o escritor vai atender aos leitores pela ordem numérica das 300 senhas, que já podem ser retiradas na livraria. Nascido em Maringá, Laurentino Gomes é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro titular da Academia Paranaense de Letras.

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Ganhador de seis prêmios Jabuti de Literatura, Gomes é autor dos best-sellers “1808”, “1822” e “1889”. Os livros, que narram a chegada da corte portuguesa ao Brasil, a Independência e a Proclamação da República, venderam mais de 2,5 milhões de exemplares.

Com o novo livro, o escritor encara a temática da escravidão no Brasil. Este é o primeiro volume de uma trilogia de livros-reportagens que cobre um período de 250 anos sobre a história da escravidão no país. O livro narra desde o primeiro leilão de cativos em Portugal, em 1444, e segue até a morte de Zumbi dos Palmares, em 1965.

Para escrever a trilogia de “Escravidão”, Laurentino Gomes viajou por 12 países, o que rendeu seis anos de pesquisas e observações. No Instagram, o jornalista publicou vídeos com os bastidores das viagens. O próximo livro tem previsão de ser publicado no ano que vem e o último em 2021.

Em entrevista para o jornal O Globo, o jornalista afirmou que a trilogia toca “em uma chaga aberta” que define a estrutura social do Brasil. “É hora de olhar a escravidão e ver que ela é responsável pelo que somos hoje. Só isso nos fará amadurecer como democracia”. O livro lançado pela Editora Globo custa R$ 49,90.

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Umidade, morcegos e instrumentos de tortura no cubículo de uma senzala do Engenho Uruaé, Zona da Mata de Pernambuco, que pertenceu ao conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, responsável pelo texto da Lei Áurea assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Liberal e abolicionista, João Alfredo era o chefe do conselho de ministros do imperador Pedro II. Na época da Lei Áurea, já não era dono de escravos, mas seu engenho em Pernambuco ainda mantinha as marcas da época da escravidão, que lá continuam até hoje. Atualmente, o Engenho Uruaé pertence aos herdeiros do conselheiro João Alfredo. É um local relativamente bem preservado, com senzalas, casa grande e capela, mantidos com objetivo pedagógico. Recebe centenas de estudantes e professores. Recomendo a visita (fica pertinho do Recife)

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