Curta-metragem sobre o Arraiá do seo Zico Borghi terá seis apresentações gratuitas em Maringá no mês de fevereiro

Por: - 28 de janeiro de 2019
Zico Borghi ao lado da ex-secretária de Cultura, Flor Duarte, uma das entrevistadas do curta-metragem sobre a festa / Prefeitura de Maringá

O Arraiá do seo Zico Borghi ganha as telas. A festa junina, primeira manifestação cultural da cidade registrada como Patrimônio Imaterial de Maringá, agora é tema de um curta-metragem. Em fevereiro, o audiovisual ‘Arraiá do seu Zico Borghi: festa e tradição’ vai ser exibido em seis sessões gratuitas.

A história é contada por meio de entrevistas com os principais atores da festa, entre eles Zico Borghi, 87 anos. O curta-metragem fala da tradição originada nas décadas de 1950 e 1960 na Gleba Pinguim, uma das dez glebas demarcadas pela Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) quando da formação do município.

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Ativa participante das festas juninas na comunidade rural naquela época, quando os dias santos eram ‘guardados’ e ninguém trabalhava na roça, a família do patriarca Tranquilo Borghi frequentava as rezas e as comemorações nos sítios da vizinhança nos respectivos dias comemorativos – Santo Antônio, 13, São João, 24, e São Pedro, 29.

O então jovem Aníbal Agenor, o conhecido Zico, reavivou o espírito festivo da juventude em 1982, abrindo as porteiras do sítio Boa Esperança para os remanescentes do êxodo rural da década anterior. Readaptada para a nova realidade, desde então a festa junina do seo Zico comemora os três santos na véspera de São João, 23 de junho.

O passar do tempo consolidou a festa na comunidade rural, que viu aumentar a frequência de festeiros vindos da cidade.

Nos anos 2000 o sítio ficou pequeno para comportar o número de visitantes.  Foi o momento de buscar ajuda com a prefeitura, que cedeu as dependências da Escola João Gentilin para abrigar a festa, contribuindo também com recursos humanos, estruturais e financeiros para sua realização.

O colégio também ficou pequeno e o arraial foi transferido para a capela Bom Jesus. Daí para o registro como patrimônio histórico imaterial foi um pulo.

Além de Zico Borghi o curta traz depoimentos do vizinho e genro Santo Barbiéri, do filho Marcos, da ex-secretária de Cultura Flor Duarte, da coordenadora do Laboratório de Religiões e Religiosidades da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Solange Ramos de Andrade, do historiador João Laércio Lopes Leal, a festeira Rô Fagundes e do padre Rogério Diesel, ex-titular da Paróquia Santa Rita de Cássia.

O projeto foi contemplado pelo Prêmio Aniceto Matti de Incentivo à Cultura, lei municipal no 9.160/2012. Incentivo da Prefeitura Municipal de Maringá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

O Teatro Barracão foi escolhido para as duas primeiras exibições, nos dias 11 e 13 de fevereiro, às 20 horas. No dia 20 a sessão será no Teatro Universitário de Maringá, da UEM, às 20 horas. No dia 21, a exibição será na Casa de Cultura Alcidio Regini, às 20 horas.

A última exibição será no dia 27 no Centro das Artes e dos Esportes Unificados (CEU), de Iguatemi, às 14 horas. Uma sessão extra será realizada no dia 20, às 14 horas, mas é voltada apenas para alunos do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) Professor Manoel Rodrigues da Silva.

Ficha técnica:
Arraiá do seo Zico Borghi: festa e tradição
Roteiro: Juliana Daibert
Direção, edição e imagens: Juares Alves
Produção: Paulo Alexandre Oliveira
Produção executiva: Felipe Halison
Edição: RPS Produtora
Duração: 30 minutos

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