Maringaenses levam cultura japonesa e fazem história no Rio de Janeiro. Princesa do Japão virá a Maringá em julho participar da Expo Imin 110

Por: - 16 de março de 2018
Grupo de dança da Acema é uma das atrações da Expo Imin 110 (Imagem/Reprodução)

Um pedacinho do Japão foi montado no Pavilhão quatro do Riocentro, o principal centro de convenções da América do Sul. De 9 a 11 de março, cerca de 35 mil pessoas vivenciaram a cultura japonesa em exposições culturais, danças folclóricas, apresentações artísticas, workshops e muita culinária.

O Japan Festival Rio Matsuri, foi organizado pelo Riocentro em parceria com a empresa maringaense Tasa Eventos. Para o diretor-executivo da empresa, Sérgio Takao Sato, “o Rio de Janeiro ganhou uma festa de cultura japonesa para colocar no calendário da cidade”.

Mais de 40 maringaenses levaram a tradição japonesa para o Rio de Janeiro. Entre as atrações estavam o grupo de dança Saikyou Yosakoi Soran, da Associação Cultural e Esportiva de Maringá (Acema) e o grupo de taikô, composto por músicos que tocam instrumentos japoneses de percussão.

Segundo Takao Sato, mesmo com a experiência do Festival Nipo Brasileiro de Maringá, ele teve que enfrentar vários desafios para realizar o evento no Rio.

“O desafio foi o tempo, foram apenas seis meses de trabalho, o que é pouco para um evento deste porte. O Rio de Janeiro também não é uma cidade com população japonesa muito grande, como São Paulo e muitas cidades do Paraná.”

O apoio do Consulado do Japão e da Fundação Japão de São Paulo foi essencial para que o festival desse certo. “O carioca abraçou o evento, acho que a cultura japonesa nunca esteve tão evidente na cidade. Com o festival, ocupamos todos os espaços de mídia durante o final de semana do evento. O carioca amou a ponto de já estarmos trabalhando na edição de 2019″, afirma.

Neste ano, a imigração japonesa completa 110 anos. De acordo com dados do consulado do Japão em Curitiba, o Brasil abriga a maior comunidade japonesa fora da terra do sol nascente, com 1,9 milhão de pessoas. O Paraná é o segundo estado da América Latina com o maior número de descendentes, cerca de 150 mil.

Apesar do Paraná e São Paulo abrigarem as maiores comunidades japonesas do país, a cultura do Japão faz sucesso em todo o Brasil e ganhou lugar no Rio de Janeiro.

“A gastronomia japonesa é muito popular em qualquer cidade brasileira. A cultura japonesa está muito em evidência e o universo geek tem atraído muitos adolescentes com a questão de cosplay”, pondera Sato.

Maringá comemora imigração com Expo Imin 110

Em Maringá, o último censo Nikkei divulgado em 2009 pelo Departamento de Estatísticas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento, revelou que a população nipônica da cidade era de 14.324 mil pessoas.

Para Takao Sato, Maringá é uma das cidades que melhor preservam a cultura japonesa. “A própria comunidade nipônica é muito representativa e a força da Acema e do festival Nipo de Maringá ajudam a manter a tradição japonesa”, diz.

A principal festa para comemorar os 110 anos da imigração Japonesa no Brasil será a Expo Imin 110, que será realizada em Maringá entre os dias 19 e 22 de julho. A princesa do Japão, Mako Deakishino, e o vice-primeiro ministro do Japão, Taro Arso, estarão presentes no evento.

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