“Só em Cena” leva espetáculos gratuitos a teatros e espaços públicos de 16 a 26 de novembro

Por: - 15 de novembro de 2017
A artista Maíra Oliveira na apresentação "Quando o coração transborda" / Divulgação

Apresentação de palhaço, ficção, monólogos com críticas sociais, raciais e sexuais, com apenas um artista no palco. A 2ª edição do “Só em Cena” terá dez dias de apresentações gratuitas de solos e monólogos. As performances serão realizadas em teatros de Maringá, nos distritos de Iguatemi e Floriano e em Sarandi.

Artistas de várias partes do Brasil irão se revezar nos palcos entre os dias 16 e 26 de novembro. E após cada espetáculo, os participantes poderão participar de debates com artistas do festival.

Os ingressos são gratuitos e serão distribuídos meia hora antes dos eventos. Os organizadores ressaltam que não será permitida a entrada após o início dos espetáculos.

A programação inclui a oferta de duas oficinas gratuitamente. No domingo (26/11) será realizada a “Nossas Histórias com objetos animados”, com a pretensão de desvendar histórias, desejos e sonhos a partir de objetos pessoais dos próprios participantes.

A atividade será orientada pela atriz, diretora e professora de teatro, Márcia Costa. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: [email protected]

A outra oficina, “[Sou Corpo; logo existo!]”, no sábado (18/11) é destinada a artistas do corpo e da cena (atores, bailarinos, músicos, entre outros). A proposta é despertar a escuta de um corpo sensível e perceptivo, para fugir dos costumes rotineiros. Para esta oficina, as inscrições estão esgotadas.

O evento é apresentado pelo Ministérios da Cultura e pela Viapar, dentro da lei de incentivo à cultura. A expectativa da organização é receber cerca de 4 mil pessoas nos dez dias.

Quinta-feira (16/11)

“Quando o Coração Transborda” – Monólogo interpretado por Maíra Oliveira (Brasília/DF)
A atriz faz parte da companhia Esquadrão da Vida, de Brasília e em seu monólogo trata sobre a responsabilidade de ser ator ou atriz e a importância da arte. A partir da investigação de textos, memórias, cartas, músicas, poemas e imagens da companhia que faz parte da trajetória da atriz e do seu pai, Maíra monta uma análise poética sobre a escolha de ser atriz.
Local: Teatro Reviver
Horário: 20h
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

Sexta-feira (17/11)

“Mequetrefe Circo Show” – Gustavo Bertin (Londrina)
O Palhaço Mequetrefe vem diretamente de Londrina e em interação com a plateia promete diversão para todo o público, no qual os números não ocorrem exatamente da forma que tinha sido planejado e transforma-se em um divertido jogo cômico. A apresentação conta com chicote, monociclo, mágicas e malabarismos.
Local: Praça da igreja – Iguatemi
Horário: 14h
Duração: 40 minutos
Classificação: Livre

“Tempos de Cléo – Márcia Costa (Maringá)
O espetáculo foi inspirado em uma personagem real das ruas de Maringá, chamada Cléo. Teve estréia em 2015 e já se apresentou em diversos festivais. Trata-se de uma acumuladora de histórias, que tem lembranças de outras pessoas como: a alegria de Jéssyca, a mulher que apenas por amar já vai para o céu, entre outros.
Local:
Teatro Barracão
Horário:
20h30
Duração:
60 minutos
Classificação:
Livre – a apresentação contará com a presença de interprete de libras.

Sábado (18/11)

Cinco performances acontecem simultaneamente em diversos locais dentro do teatro.

“Srª Mídia mandou, eu obedeço (ou não)” – Leonardo Vinicius Fabiano (Maringá)
A performance questiona para onde vão os seres reais, que realmente existem e não são como os ideais de beleza inalcançáveis propagados pela mídia.

“Gritos para além dos muros” – Nico Scomparim (Londrina)
Por meio de linguagens e treinamentos do circo, a performance retrata um ser homossexual, que é visto como doente pelo olhar da sociedade.

“Soul dessas” – Aline Luppi Grossi (Maringá)

“Urro” – Paulo Vitor Miranda – Desordenada Coletivo Artísitico (Londrina)

“[The Dance – Of Life… Of Days (((Valsa sem Nome)))]” – Narany Mireya (Suzano/SP)

Local: Teatro Reviver
Horário: 20h30
Duração: aproximadamente uma hora
Classificação: 18 anos. Contém nudez.

Domingo (19/11)

“Automákina – Universo Deslizante – Luciano Wieser – Grupo de Pernas pro Ar” (Canoa / RS)
O espetáculo mescla o olhar do personagem como arquiteto e construtor do próprio universo. Com o tempo incerto, a automákina transita pelas ruas e praças das cidades. O mundo do Duque Hosain’g é apresentado por meio do pensamentos, músicas e seu DNA, que mistura-se com a nave. A apresentação é rica em metáforas à existência humana, técnicas circenses e poética de teatro de rua.
Local: Vila Olímpica
Horário: 18h
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

Segunda-feira (20/11)

Serão apresentadas cinco cenas curtas de artistas paranaenses.

“Psicose 4:48” – Kênia Bergo (Maringá)
Baseado no texto da dramaturga Sarah Kane, a atriz aborda suas inquietações e medos. Caminha na linha tênue entre arte e vida. Misturando o real e o irreal.
Classificação: 16 anos

“Katrina” – Sophie Paz (Maringá)
A cena questiona a armadura que cada ser humano carrega para seguir sua vida e sugere um tutorial de requisitos impostos pela sociedade como: beleca, autoestima, etiqueta e bons modos.
Duração: 15 minutos
Classificação: 10 anos

“Viva Lenora” – Valéria Cardozo (Maringá)
A peça mescla textos poéticos e dramatúrgicos da literatura universal. E exibe diálogos sobre questões teatrais, fatores externos e universais.
Duração: 15 minutos
Classificação: 12 anos

“O (anti) herói da nação” – Geovane da Silva Rodrigues (Campo Mourão)”
A peça propõe conhecer o herói (homem, branco, cristão e rico) para recuperar os valores conservadores e preconceituosos para purificar o planeta das minorias (mulheres, homossexuais, pobres, negros, entre outras).
Duração: 12 minutos
Classificação: 12 anos

“M de sangue” – Hanny Reis (Londrina)
Breve releitura de “Medéia”, de Eurípedes. Trata-se da mãe de terras africanas que perde os filhos e doa vingança. Uma pesquisa sobre a personalidade trágica da personagem.
Duração: 8 minutos
Classificação: 12 anos

Local: Teatro Barracão
Horário: 20h30

Terça-feira (21/11)

“Para não morrer” – Nena Inoue (Curitiba/PR)

O solo, baseado da obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano retrata enredos temáticos femininas e feministas, ligado a questões políticas, em espacial, da Aérica Latina. A peça já venceu o prêmio de melhor atriz no troféu Gralha Azul.
Local: Teatro Barracão
Horário: 20h30
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos

Quinta-feira (23/11)

“Br-Trans” – Silvero Pereira – Coletivo As Travestidas – (Fortaleza/CE)
O espetáculo traz resultado de quatro anos de pesquisa realizada por Silvero junto a travestis, transformista e transexuais de Porto Alegre. O objeto é entreter, promover discussões e fomentar a transformação social por meio da arte.
Local: Teatro Barracão
Horário: 20h30
Duração: 70 minutos
Classificação: 16 anos

Sexta-feira (24/11)

“O fantástico carrinho do homem que conta histórias” – Danilo Furlan – Cia Manipulando (Maringá)
Um homem e seu carrinho conduzem histórias diversas que variam de monstros das florestas à galinha apaixonada que só pensa em agradar o amor da sua vida.
Local: Sarandi – Escola Municipal Criança Esperança
Horário: 14h
Duração: 40 minutos
Classificação: Livre

“O filho eterno” – Charles Fricks – Atores de Laura (Rio de Janeiro/RJ)
A versão teatral do romance “O filho eterno” de Cristovão Tezza, retrata um homem que precisa lidar com as decepções que um filho pode trazer. O foco se dá nos desafios das limitações. O espetáculo promete proferir frases de impacto, fortes e cruas.
Local: Teatro Barracão
Horário: 20h30
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos – a apresentação contará com a presença de interprete de libras.

Sábado (25/11)

“Réquiem para um rapaz triste” – Rodolfo Lima (São Paulo/SP)

A peça apresenta a personagem Alice, influenciada nas personagens femininas de Caio Fernando Abreu. Retrata uma mulher solitária, fumante que conversa com o público sobre suas próprias escolhas.
Local: Casa de Cultura Alcidio Regini
Horário: 20h30
Duração: 60 minutos
Classificação: 16 anos

Domingo (26/11)

“Negrinha” – Sara Antunes (São Paulo/SP)
O monólogo traz a tona a questão racial do Brasil durante a escravidão. O surpreendente é o fato de escrava ser encenada por uma atriz branca. O cenário recria uma senzala e propicia uma experiência sensorial, com cores, luzes e cheiros diversos.

Local: Floriano – Memorial Kimura
Horário: 20h
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

 

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