Defesa de bolsonarista acusado de homicídio consegue adiar júri popular em Foz do Iguaçu

Compartilhar

 Foto: Arquivo pessoal

O policial penal Jorge Guaranho, que apoia o presidente Bolsonaro, terá que esperar mais um ano para ser julgado pelo assassinato do tesoureiro do PT Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu. O júri popular, que estava previsto para o dia 7 de dezembro de 2023, foi adiado para o dia 4 de abril de 2024. Guaranho está preso desde julho de 2022, acusado de homicídio duplamente qualificado.

O motivo do adiamento foi um pedido da defesa do réu, que contestou a inclusão de um laudo pericial no processo sem a sua participação. O laudo se baseia no celular de Claudinei Coco Esquarcini, que operava o sistema de vigilância do local onde Arruda foi morto por Guaranho. Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos na Aresf (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu) quando foi baleado pelo policial penal.

Segundo o laudo, alguém apagou os registros de acesso às imagens das câmeras de segurança dois dias após o crime, que ocorreu no dia 9 de julho de 2022. Os dados foram deletados no dia 11 de julho. Uma semana depois, Claudinei Coco Esquarcini se suicidou.

A defesa de Guaranho alega que não teve acesso ao conteúdo do celular de Claudinei, nem aos documentos sobre o seu suicídio, que aconteceu na cidade de Medianeira. Os advogados do bolsonarista afirmam que a prova pericial foi “produzida na surdina” e que viola os princípios constitucionais da defesa. Eles pedem que o celular de Claudinei seja disponibilizado para que possam fazer uma análise comparativa com o laudo.

O juiz Hugo Michelini Júnior, que decidiu pela redesignação do julgamento, solicitou que a Vara Criminal da Comarca de Medianeira informe se o celular de Claudinei ainda está apreendido.

Fonte: BandaB.


Compartilhar