Campanha de vacinação contra gripe e sarampo vai até 24 de junho no Paraná

O Ministério da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e Sarampo.

A campanha começou em 4 de abril e a previsão era que o término fosse nesta sexta-feira (03), mas agora os públicos prioritários podem procurar os postos de vacinação até o dia 24 de junho.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, esteve em Brasília na última semana e solicitou a mudança. O Paraná possui uma cobertura vacinal de apenas 47% contra gripe e 35,3% contra sarampo, entre os grupos prioritários.

“Historicamente a população paranaense sempre aderiu às campanhas de vacinação, mas com a chegada da Covid-19 e principalmente as fake news, às coberturas vacinais têm diminuído e isso é extremamente perigoso”, alertou.

Ainda segundo o secretário, a baixa procura pelos imunizantes pode impulsionar a transmissão das doenças. “A vacinação é nossa ferramenta, se não estivermos imunizados estaremos mais suscetíveis à contaminação e consequente disseminação das infecções”, afirmou.

De acordo com o governo federal, a meta é vacinar 90% do público alvo contra Influenza e 95% contra sarampo. A pasta reforça a necessidade de adoção de medidas por parte dos municípios, como busca ativa e vacinação extramuro (quando o profissional de saúde se desloca até uma empresa, hospital, escola, etc e realiza a vacinação em pessoas que muitas vezes não podem se deslocar até um posto de vacinação).

Grupos de vacinação:

A campanha de imunização contra o sarampo busca atingir crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade, além de atualizar a situação vacinal de trabalhadores da saúde.

Já os grupos prioritários que podem se vacinar contra a gripe são idosos acima de 60 anos, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas, povos indígenas, professores, comorbidades, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento e forças armadas, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

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