Mães no mercado de tecnologia: desafios em área dominada por homens

O mercado de tecnologia ainda é majoritariamente masculino, mas mulheres – e mães – têm conseguido se destacar.
Imagem: Freepik / Foto criado por @rawpixel.com

Não é exagero dizer: a relação mãe e filho é uma das mais importantes da vida de um indivíduo, por ser o primeiro vínculo estabelecido pela criança. Embora seja uma responsabilidade que costuma ser gratificante e prazerosa, a maternidade pode apresentar alguns percalços no caminho. Conciliar trabalho, carreira profissional, estudos e especializações com o cotidiano de uma criança costuma encabeçar a lista de desafios das mães dos dias atuais. Entretanto, motivadas pelo esforço da adequação da rotina, grande parte das mães conseguem realizar várias tarefas ao mesmo tempo. De acordo com um estudo da Microsoft, quase dois terços das mães que trabalham acreditam que se tornaram melhores em fazer mais do que uma coisa de cada vez no trabalho depois de terem filhos.

Este é o caso de Virgínia Kayser, Diretora de Produtos da Governançabrasil – GOVBR, empresa especializada em soluções tecnológicas para governança na gestão pública. Mãe de um adolescente de 13 anos, Virgínia acredita que a maternidade a tornou uma profissional melhor. “Na verdade, ser mãe me transformou como ser humano. Eu me tornei mais empática, mais atenta ao outro. Passei a considerar mais e a ouvir mais as dificuldades e expectativas das pessoas. Acho que ter um filho me trouxe mais emoção para equilibrar a razão. Isso certamente me tornou uma pessoa e uma gestora melhor”, compartilha.

Segundo a diretora, a busca do equilíbrio é o caminho para conciliar família e a rotina de trabalho. “Certamente meu filho aprimorou características como a independência, por conta dessa rotina que foi adaptada balanceando a maternidade com a atuação profissional. E eu acredito que, assim como ele, eu também desenvolvi habilidades.

Apesar da área soluções tecnológicas ainda ser de maioria masculina, Virgínia lidera uma equipe de aproximadamente 170 pessoas. Para ela, ser minoria nunca foi um problema, já que aprendeu desde cedo os valores familiares da diversidade. “Minha mãe, que foi minha referência como profissional, era gestora de uma equipe basicamente masculina e eu sempre busquei aprender com ela como liderar. Quando chegou a minha vez, usei os aprendizados para gerenciar ou estimular a convivência harmônica na equipe. Na GOVBR, trabalhamos de modo a valorizar o conhecimento do colaborador, independente de quaisquer características individuais e de diferentes perfis”, defende Virginia.

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