Você sabia que existem “influencers digitais” da educação?

Maringá foi a sede de encontros entre influenciadores digitais da área da educação, entre os dias 21 e 24 de abril.

Conhecidos também como “studygrammers”, esses jovens são os influencers digitais da educação. Eles compartilham em suas redes sociais rotinas de estudos, diversas dicas e métodos para aprender.

Essa prática  de compartilhar dicas e métodos de estudos é chamada de “studygram”, que é a combinação entre as palavras “estudo (study)” e Instagram.

O organizador do evento é o professor de física Alysson Marcelo de Campos. Segundo ele o evento teve como objetivo promover a educação on-line para todos os públicos. “Com a pandemia, o ensino on-line cresceu muito e queremos mostrar que essa opção veio pra ficar e já está ajudando muitos alunos a realizarem o sonho de passar no vestibular”.

Larissa Quintanilha (@larissa.sttudies), de 20 anos, mora em Porto Real (RJ) e cursa administração na UFF (Universidade Federal Fluminense). Ela conta que decidiu criar sua conta de Studygram quando terminou o ensino médio, em busca de ajudar outras pessoas a enxergarem o estudo como algo positivo e produtivo.

“Eu estudei em uma escola pública no ensino fundamental, e no meu ensinou médio mudei para uma escola particular e mais rígida. Foi aí que tive que aprender a estudar de verdade e com qualidade. Foi bem difícil o começo, criar o hábito de estudo é sempre um desafio”, afirma Larissa.

Heloísa Helen (@heloostudies), de 17 anos, mora em João Pessoa (PB) e cursa o 3º ano do ensino médio. Ela criou sua conta de estudos em 2019, para incentivar si mesma a se dedicar mais aos estudos. Ela explica que enxerga os “studygrams” como uma maneira de contribuir com a democratização da educação no Brasil, considerando que nem todas as pessoas têm acesso à educação e/ou educação de qualidade no país.

“Confesso que eu não esperava atingir essa proporção, é muito surreal receber mensagens de pessoas agradecendo pela motivação nos estudos, eu realmente me sinto muito feliz e realizada por poder contribuir com a educação”, diz Heloísa.

Assim como Heloísa e Larissa, Mari Edeline (@ella.studie) estudante de medicina de 19 anos, também criou seu studygram visando incentivar e auxiliar outros estudantes e acadêmicos nos estudos. Mari afirma que fazer parte do cenário da educação como influenciadora é o que a motiva em sua conta.

Imagem: Maicon Luka

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Ministério da Educação (MEC) mostram que, desde o início da pandemia, em 2020, os cursos de ensino à distância (EAD) no Brasil aumentaram e cresceram também em número de alunos. As matrículas para estudar on-line foram maiores do que as presenciais, tanto na rede privada, quanto na rede pública.

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