A diferença salarial entre homens e mulheres ainda é um problema

A diferença salarial entre homens e mulheres, infelizmente, ainda é uma realidade. De acordo com o IDados, tendo como base informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres ganham aproximadamente 20% a menos do que os homens no Brasil.

A professora Eliane Maio, especialista em estudos de gênero, explica que a concentração de poder, seja ele político, empresarial ou de qualquer área, apenas nas mãos de homens, ajuda a alimentar e manter o patriarcado dentro da sociedade.

É até ‘fácil’ de analisar. Veja, Maringá vai fazer 75 anos dia 10 de maio, nós nunca tivemos uma prefeita, nenhuma vice-prefeita”, comenta a professora. 

Psicóloga há 38 anos, Maio esclarece que ainda toda a organização de uma empresa, por exemplo, favorece e enaltece homens, as decisões políticas, de políticas públicas e poder ainda estão muito centradas nas mãos de homens, que são em sua maioria cis, brancos e héteros.

Em um país tão diverso e miscigenado como o Brasil, a discrepância na ocupação de cargos, na educação e nos salários é preocupante.

Uma pesquisa feita pelo Banco Nacional de Empregos (BNE) apontou quais vagas em seu sistema apresentam a maior taxa de diferença salarial entre os gêneros.

No total, foram 10 profissões identificadas com índices superiores a diferença indicada pelos estudos. Confira a lista de empregos e suas respectivas variações:

Desenvolvedor Front-end — 63,2%

Técnico Administrativo — 58%

Gerente Geral — 57,9%

Supervisor de Produção — 56,3%

Supervisor de Vendas — 43,4%

Auxiliar de Manutenção — 41,7%

Engenheiro Civil — 38,6%

Gerente de Projetos — 36%

Analista de Qualidade — 35,8%

Comprador — 31,2%

A lista contém cargos de liderança, como gerentes e supervisores, mas também outras funções, como auxiliares e analistas. 

Isso demonstra que a desigualdade afeta as mulheres em todos os níveis sociais e em diversos segmentos. 

“É um problema encontrar tantas profissões com índices altos de desigualdade salarial. É um reflexo da nossa sociedade, que persiste neste cenário de subjugação de gênero no mercado de trabalho” ressalta o Chief Operating Officer (COO) do BNE, José Tortato.

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