Saiba mais sobre o Dia Mundial do Transtorno Bipolar

Hoje, 30 de março, é o Dia Mundial do Transtorno Bipolar. A data é celebrada no dia do aniversário do pintor holândes Vincent Van Gogh, que alguns estudiosos acreditam ter sido portador do transtorno.

Atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno bipolar (TB) atinge cerca de 140 milhões de pessoas no mundo.

A celebração da data tem objetivo de desmistificar o estigma social que cerca a doença e os portadores, além de informar e educar a população.

O que é Transtorno Bipolar

O TB é caracterizado pela alteração entre episódios de depressão e de euforia, acompanhados de crises que podem variar em intensidade, frequência e duração. Essas oscilações de humor têm reflexos negativos sobre o comportamento e as atitudes dos portadores do transtorno.

A causa efetiva do TB ainda é desconhecida, mas estudos mostram que fatores genéticos, alterações em certas partes do cérebro e nos níveis de alguns neurotransmissores estão envolvidos. Certos eventos também podem ser gatilhos para desenvolver o transtorno em pessoas geneticamente predispostas.

O transtorno pode afetar tanto homens quanto mulheres, e geralmente dá indício em pessoas entre 15 e 25 anos, mas pode acometer desde crianças até idosos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico deve ser feito por profissionais da saúde mental (psicólogos e psiquiatras) que já acompanham o histórico mental dos pacientes.

Em geral, as pessoas que sofrem com TB costumam alternar entre episódios de mania e depressão

Psicóloga há mais de 20 anos, a Dra. Adriana Mendonça explica que o termo mania é usado para caracterizar comportamentos eufóricos, onde pode notar grande excitação no paciente ao se expressar e uma agitação incomum, podendo haver maior agressividade ou impulsividade sexual.

“É importante ressaltar que tanto o humor mais melancólico e deprimido, quanto o eufórico podem variar de intensidade. Os períodos entre as crises também se alternam, assim como a duração e frequência”, afirma a psicóloga.

O transtorno não tem cura, mas possui tratamento. Uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida são importantes para o controle do TB.

O transtorno bipolar é, juntamente da depressão, a doença psiquiatríca com o maior índice de suicídios.

“É importante que as pessoas compreendam que quem sofre com o transtorno bipolar não têm controle sobre as crises e por vezes atuam de forma inconsequente, expondo a si mesmo e aos familiares. Quando em crise, as pessoas ficam extremamente vulneráveis”, explica a Dra. Adriana.

Aderir ao tratamento e manter acompanhamento psiquiátrico é muito importante para auxiliar da melhor forma possível a vida dos pacientes, de seus amigos e familiares.  

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