Câmara investiga uso de equipamentos da prefeitura em propriedade de família de secretário

Câmara investiga

Uma denúncia feita junto ao Ministério Público de Mandaguari por um cidadão de Mandaguari que teria encontrado servidores da prefeitura, com equipamentos da Secretaria de Agricultura, fazendo a recuperação de carreadores em uma propriedade particular, resultou na instauração de uma Comissão de Inquérito na Câmara para investigar o caso. Na sessão desta segunda-feira, 22, os vereadores aprovaram por 5 a 4 a criação da comissão.

O Requerimento que trata sobre o tema, é de autoria dos vereadores Eron Barbiero (PSB), Chiquinho (PSD) e Daniel Gambá (PL).

O documento foi aprovado com cinco votos favoráveis e quatro contrários. Além dos três autores da proposição, também votaram a favor os vereadores Alécio do Cartório (PSD) e Sebastião Alexandre (MDB). Votaram contra Luiz Carlos Garcia (Cidadania), Claudete Velasco (PSC), Professor Danilo (PDT) e Marcio Cledson (Cidadania).

 

Fazenda é de família de secretário

De acordo com a denúncia no MP, no último dia 30 de outubro, servidores públicos, em horário extraordinário, teriam utilizado equipamentos do Município para obras em propriedade rural particular. De acordo com o documento, a ordem para a prestação dos serviços haveria partido do secretário municipal de Agricultura, Yohan Paulo Andrade Furtado, e do diretor de Abastecimento Municipal, Fernando Ricardo Cedran.

A acusação formal está acompanhada por materiais supostamente comprobatórios, como fotos e vídeos, sendo que uma cópia foi entregue a cada vereador, na última semana.

Ainda segundo a denúncia, a propriedade que recebeu os trabalhos estaria arrendada para a família de Fernando Cedran, o que agravaria ainda mais o problema. No local, tinham sido realizados serviços de manutenção e melhoria de carreadores, por meio de aplicação e compactação de pedra brita mista usinada.

 

Prefeitura desmente denúncia

Com o resultada da votação que criou a comissão para investigar o caso, a prefeitura de Mandaguari esclareceu que a abertura da investigação não tem fundamento e reafirma que todos os atos da administração municipal seguem os princípios da moralidade e da legalidade.

Segundo os esclarecimento da prefeitura, antes da abertura da CPI, apenas quatro vereadores procuraram a administração para questionar a denúncia de supostas irregularidades. Os vereadores tiveram acesso à documentação que esclarece e invalida a denúncia feita contra a Secretaria Municipal de Agricultura, confirmando a transparência e o zelo com o dinheiro público, algumas das principais características da atual administração.  

 

Próximos passos

A partir da aprovação do requerimento, os partidos interessados em compor a comissão poderão indicar, no prazo de até 48 horas, um candidato. Após isso, o presidente do Legislativo, em 24 horas, definirá três componentes, que terão três dias úteis para eleger presidente, relator(a) e membro do grupo de trabalhos.

Depois desse processo, a CPI terá um prazo inicial de 90 dias, período no qual ouvirá os envolvidos e testemunhas, levantará documentos e concluirá sobre as medidas a serem tomadas, como se os responsáveis deverão responder por improbidade administrativa. Se for necessário e justificável, esse prazo pode ser estendido por mais 45 dias.

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