Polícia prende suspeito de ser o serial killer que mata homossexuais no Paraná e Santa Catarina

29 de maio de 2021
Prisão do serial killer Tiago Soroka, em Curitiba
Tiago Soroka, suspeito de ser o serial killer que matava homossexuais é preso no Capão Raso, em Curitiba Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Paraná capturou na manhã deste sábado, 29, o indivíduo José Tiago Correia Soroka, suspeito de ser o serial killer que assassinou homossexuais no Paraná e em Santa Catarina entre os dias 16 de abril e 4 de maio. Além dos assassinatos, sempre de forma cruel, o homem que mata homossexuais roubava o que encontrava de valor na casa, o que constitui crime de latrocínio.

Ele foi preso quando estava em uma pensão no bairro Capão Raso, em Curitiba.

Há três semanas as polícias do Paraná e Santa Catarina procuram pistas do maníaco e no dia 17 passado a polícia paranaense divulgou fotografias, o nome e que Tiago Soroka fazia contato com suas possíveis vítimas por meio de aplicativos de relacionamento comumente usado por homossexuais.

José Tiago Soroko
O Maringá Post também fez a divulgação das fotos do suspeito de ser o matador de homossexuais

 

Segundo a polícia, era marcado encontro, geralmente na casa da vítima, onde Tiago comparecia, matava o homossexual por estrangulamento e deixava o corpo na cama coberto por um cobertor ou lençol.

Na sequência, o maníaco roubava objetos de valor que encontrasse na casa, inclusive dinheiro.

A tática era praticamente em todos os casos que a polícia suspeita que Tiago tenha sido o criminoso. É o caso, por exemplo, que vitimou o enfermeiro David Júnior Alves Levisio, de 28 anos, ocorrido no dia 27 de abril, na Vila Lindóia, em Curitiba.

David Levisio era homossexual e morava sozinho desde que mudou-se para a Capital para estudar Enfermagem.  O corpo, encontrado três dias depois no apartamento, estava amarrado e com sinais de tortura e requintes de crueldade.

Outro crime atribuído a Tiago Soroka é a morte do estudante de Medicina Marco Vinício Bozzana da Fonseca, de 25 anos, encontrado já em estado de decomposição em seu apartamento, no bairro Portão, também em Curitiba.

Robson Olivino
O professor universitário Robson Olivino Paim é uma das vítimas do maníaco

Com a semelhança no modo de agir do assassino, a polícia passou a suspeitar que tratava-se da mesma pessoa nos dois casos e viu semelhança também na morte do professor universitário Robson Olivino Paim, no dia 16 de abril, na cidade de Abelardo Luz, em Santa Catarina.

A princípio, a polícia catarinense acreditou tratar-se de um latrocínio, que é o roubo seguido de morte, até que o carro do professor foi encontrado abandonado em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba.

Como o professor era homossexual e o corpo foi encontrado em situação parecida com os casos de Curitiba, a polícia passou a suspeitar que tratava-se de um serial killer que matava homossexuais nos dois Estados.

A pista mais importante surgiu quando o serial killer tentou matar um homossexual no bairro Bigorrilho, em Curitiba, no dia 11 deste mês. A vítima conseguiu resistir e descreveu o criminoso para a polícia. Com as descrições, a polícia encontrou imagens de câmera que mostravam o assassino próximo ao prédio de uma das vítimas.